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Pinto da Costa dixit: “Nuno Espírito Santo não tem muito jeito para o desenho. Mas não tem de estar complexado”

Presidente portista reconhece as parcas aptidões artísticas do treinador, mas elogia a mensagem

André Manuel Correia

MIGUEL RIOPA/Getty

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Na sequência do improvável momento protagonizado, no passado sábado, pelo técnico Nuno Espírito Santo, em que pediu um quadro para ilustrar aquilo que pretende da equipa e dos jogadores, o presidente do F.C. Porto reconheceu, esta quarta-feira, que o treinador “não tem muito jeito para o desenho”. Acrescenta, porém, que o timoneiro dos dragões “não tem de estar complexado” e diz que percebeu a mensagem.

Questionado pelos jornalistas, o presidente dos azuis e brancos brincou com a situação. “Não tem grande jeito para o desenho e eu também não”, admitiu, entre risos, Pinto da Costa. “Não tem de estar complexado. Compreendi a mensagem e é sempre importante passar publicamente aquilo que queremos que sejam os jogadores do Futebol Clube do Porto”, acrescentou o presidente portista.

A expressão “somos Porto” tem sido bastante utilizada, tanto pelo técnico como pelo presidente. “Está um plantel como eu desejava e como já não se via há algum tempo”, reconhece Pinto da Costa, que encontra no balneário “um ambiente e uma vontade que já não via há muito tempo”.

“Não tenho visto os outros”

Pinto da Costa garante que não tem acompanhado o desempenho dos rivais e prefere realçar o desempenho da equipa. “Acho que o Porto está bem, está a subir e com bons resultados. Tem um plantel forte e com alternativas. Se está melhor ou pior [do que os rivais], não sei, porque não tenho visto os outros”, disse o presidente do Futebol Clube do Porto.

Na sua opinião, ainda é bastante cedo para puxar da calculadora e fazer contas ao campeonato. Desvalorizou igualmente o deslize do Sporting, em Alvalade, diante do Tondela. “Vai ser um campeonato em que haverá muitos pontos perdidos. Mas isso acontece. O Barcelona, que é uma máquina trituradora, já perdeu um jogo em casa este ano. E essa vai ser a realidade futura nos campeonatos”, acredita Pinto da Costa.

“O campeão vai ser o mais regular e tentamos ser o mais possível, lutando sempre, jogo a jogo, para vencer. Conscientes de que nem nós, nem os outros, vamos ganhar os jogos todos”, avisa o presidente.

Nos últimos anos nem todos os membros do plantel eram jogadores “à Porto”, reconhece Pinto da Costa. Isto é algo que, no seu entender, não se verifica atualmente. Sem conquistar qualquer título há três épocas, Pinto da Costa admite ser esse um dado “marcante”, mas considera que é também um sinal de que o Porto é um clube vitorioso. “Alguns não ganham há muito mais tempo e não fazem disso um drama. Já estão habituados e é a isso que não nos queremos habituar”, atirou.