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O dia em que o FC Porto ganhou a toda a gente

Dragões fecharam a 1.ª volta a ganhar não só ao Moreirense (3-0) mas também a Benfica e Sporting, que escorregaram no sábado. Num encontro entre o adormecido e o frenético (e depois adormecido outra vez), Óliver, André Silva e Marcano marcaram e as águias já só estão a 4 pontos

Lídia Paralta Gomes

André Silva, que deve ter muito hip-hop no seu leitor de mp3, festeja com o dab o 2.º golo do FC Porto

FRANCISCO LEONG/Getty

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Há jornadas boas e a 17.ª e última da 1.ª volta foi particularmente simpática para o FC Porto. Porque não só ganhou ao Moreirense (3-0), equipa que esta noite visitou o Dragão, como também ganhou a Benfica e Sporting, que no sábado escorregaram frente a Boavista e Chaves. E, de repente, o Benfica só tem quatro pontos de vantagem para os dragões e o Sporting a quatro pontos está, mas para baixo.

Já com Danilo no onze, depois da curiosa expulsão também frente ao Moreirense, mas na Taça da Liga, o FC Porto entrou tímido, permitindo até à equipa minhota mostrar-se no Dragão. Por essa altura, as arrancadas de Podence e o controlo de Geraldes não iam deixando a equipa da casa tomar as rédeas da partida e até aos 30 minutos, altura em que o FC Porto abriu o marcador, o que se viu no Dragão foi um verdadeiro mar de nada.

Acordou então o FC Porto à meia-hora de jogo, que os empates dos rivais não são de desaproveitar. Tudo começou com um livre de Telles (que tentou marcar de todas as formas e feitios, até de canto direto), que Makaridze sacudiu. Entre os colegas do guardião georgiano, ficou a ideia que a jogada estava morta, coisa com que Marcano não concordou. O central espanhol foi à esquerda resgatar a bola e passou atrasado para a área, onde surgiu o compatriota Óliver Torres para rematar colocado.

Feito o primeiro, o FC Porto já não olhou para trás. Telles tentou mais uma surpresa (desta vez um livre direto, que Sagna salvou) e ainda antes do intervalo, na sequência de um livre para o Moreirense, Diogo Jota pegou na bola ainda antes do meio-campo, correu, correu ainda mais, aguentou uma, duas cargas e no momento certo abriu para Corona. O remate do mexicano ainda teve a oposição de Makaridze, mas estava lá André Silva para a recarga que a arrancada de Jota merecia. Foi o 11.º golo do internacional português, com um dab perfeito para comemorar (quem quiser aprender a fazer o dab, movimento de dança que surgiu na cena hip-hop de Atlanta há um par de anos, é só clicar aqui).

Com 2-0 no marcador, não se podia dizer que o jogo estivesse acabado. Mas quando nos últimos instantes da 1.ª parte, Francisco Geraldes, o pêndulo do Moreirense, viu o segundo (e desnecessário) cartão amarelo, aí sim a empreitada tornou-se praticamente impossível para a equipa de Augusto Inácio.

André falha, Kelvin regressa

André Silva podia ter feito o dab mais um par de vezes, mas a 2.ª parte ficou marcada por um duelo muito particular entre o jovem ponta de lança e Makaridze, ainda antes de Marcano fechar as contas aos 62 minutos - e por fechar as contas leia-se fechar o jogo, porque a partir daí aconteceu muito pouco no relvado do Dragão, tirando o enorme aplauso a Kelvin, o herói dos 90’+2, que entrou para o lugar de Corona.

Diogo Jota não marcou, mas a arrancada para o golo de André Silva foi o momento 'uau!' do jogo

Diogo Jota não marcou, mas a arrancada para o golo de André Silva foi o momento 'uau!' do jogo

ESTELA SILVA/EPA

Aos 57 minutos, e numa altura em que o FC Porto encostava o Moreirense às cordas com levas e levas de ataque continuado, André Silva recebeu de Corona e rematou primeira vez para a defesa do georgiano e segunda vez para a bancada. Um minuto depois, mais um duplo falhanço do miúdo: depois de um belo movimento na área, o avançado recebeu o cruzamento de Corona, mas a emenda foi parada pelo peito de Makaridze. Na recarga, André Silva voltou a rematar contra o guarda-redes adversário. O dab terá de ficar para outro jogo.

Pois então, com o avançado com pontaria demasiado afinada - nomeadamente contra o guarda-redes adversário -, teve de ser um central a mostrar como se faz. Canto de Herrera e Ivan Marcano, vendo-se sozinho, cabeceou, com a bola a entrar por entre as pernas de Makaridze. Pontaria certeira é isto.