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Operação Fénix: FCP paga €12.500 à SPDE por segurança privada

Eduardo Silva, principal arguido da Operação Fênix, começou a ser ouvido esta quinta-feira e confirmou dois contratos com o Dragão

Isabel Paulo

Elementos da polícia asseguram a segurança à porta do quartel dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, onde decorre o julgamento

HUGO DELGADO/LUSA

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Eduardo Silva, conhecido por Edu no mundo da noite, nome de código ‘Maestro’ no Dragão começou a ser ouvido esta quinta-feira no caso da Operação Fênix. E disse receber 12.500 euros do FC Porto por mês, confirmando que a SPDE fez contrato com o FC Porto para serviços serviço de assessoria e segurança privada para acompanhar a equipa, equipa técnica e todo o setor de futebol.

Eduardo Silva, principal arguido da Operação Fénix, disse, ainda, que em 2014 assinou um segundo contrato com o grupo FC Porto, alargando o exercício de segurança das instalações e jogos para fazer também assessoria e segurança pessoal. Embora afirme que a SPDE não tem alvará para exercer funções de segurança privada, Edu explicou que mantinha parceria com vigilantes com cartão de licença de segurança pessoal, devidamente licenciados.

Profissional de segurança desde os 18 anos, o ‘Maestro’ declarou ao coletivo de juizes neste segundo dia de julgamento em Guimarães que ele próprio, em 20 anos de carreira, “possuiu [sempre] toda a formação e habilitações de segurança” com exceção do cartão de porteiro, que caducou ha um ano.

Pinto da Costa negou ontem ter alguma vez recorrido a guarda-costas, serviço que diz nunca ter precisado, tendo sim admitido acompanhamento de Edu e outros vigilantes da SPDE para proteção do excesso de afeto dos adeptos em diversas circunstâncias.

Eduardo Silva está acusado de 22 crimes, o mais grave de associação criminosa.

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