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Por que os goleiros tendem a ser tristes (todos querem ser Ronaldo, quem quer ser Casillas?)

No dia em que Casillas anunciou com um tweet que vai ficar no FC Porto, Plínio Fraga escreve a partir do Rio de Janeiro sobre a tristeza inevitável dos homens que usam luvas. E como a tristeza se sente em todas as línguas e sotaques, esta é uma prosa com coração e grafia brasileira. “Quem é escalado para o gol passa vida na antessala do medo”

Plínio Fraga, no Rio de Janeiro

getty

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O goleiro é um pária, qualquer menino sabe. Entre os piores peladeiros do mundo, o pior dentre eles é forçado a atuar no gol. De certo, para lá caminhará de cabeça baixa, correndo riscos de alguns cascudos. Terá a assombrá-lo a conclusão inevitável de que é a função social que resta ao perna de pau. Àquele sem habilidade para fazer a bola chegar às redes - a suprema alegria do futebol - caberá então evitá-la.

Sendo assim, os goleiros tendem a ser tristes.

Todos querem ser Cristiano Ronaldo. Quem quer ser Iker Casillas?

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