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Pedido de Vieira ao Governo “põe em causa a idoneidade de todos os órgãos do futebol português”, diz o diretor de comunicação do FC Porto

Segundo Francisco J. Marques, o pedido do presidente do Benfica “denegriu as instituições” nacionais de futebol

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Luís Filipe Vieira é presidente do Benfica desde 2003/04

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Deve ser o Estado a vigiar a idoneidade das instituições nacionais de futebol? Eis uma questão filosófica.

Luís Filipe Vieira pediu, no sábado, a intervenção do Estado no futebol português. É necessário criar uma “entidade independente e credível” capaz de “regulamentar e gerir as principais áreas que requerem independência e autonomia” relativamente aos clubes nacionais, disse o presidente dos encarnados.

Na terça-feira à noite, chegou a resposta do FC Porto, nas palavras de Francisco J. Marques.

Segundo o diretor de comunicação dos dragões, o pedido do presidente do Benfica “denegriu as instituições” nacionais de futebol.

“Pedir ao Estado para criar uma entidade credível e isenta para gerir o futebol português deveria ter consequências disciplinares. Não há forma mais clara de denegrir as instituições como a Liga, FPF e os seus órgãos do que dizer que não são isentos nem credíveis. Procurei nos comunicados do Conselho de Disciplina mas não encontrei a abertura de qualquer procedimento disciplinar”, disse Francisco J. Marques, no seu espaço de comentário desportivo no programa Universo Porto, emitido no “Porto Canal”.

“A mim espanta-me que ninguém se tenha indignado perante uma declaração destas que põe em causa a idoneidade de todos os órgãos do futebol português na presença do líder da FPF”, apontou ainda Francisco J. Marques.