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Ninguém quer saber do guarda-redes quando se goleia

Depois de uma semana atribulada, o FC Porto cumpriu o que Sérgio Conceição tinha prometido, ao dar uma grande resposta perante o Paços de Ferreira, vencendo, jogando bem e... goleando (6-1)

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MIGUEL RIOPA/GETTY

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Iker Casillas ou José Sá? José Sá ou Iker Casillas? Juventude ou veterania? Com barba ou sem barba? A semana portista foi passada a discutir o(s) guarda-redes, mas, esta noite, no Dragão, a conversa foi outra.

Sim, José Sá manteve a titularidade que já tinha tido contra o Leipzig, na Liga dos Campeões, e contra o Lusitano de Évora, na Liga dos Campeões, relegando Iker Casillas para o banco, mas essa foi apenas uma nota que durou... 4 minutos.

Isto porque o jogo ainda mal tinha começado e Ricardo - Layún desta vez ficou no banco - foi disparado pela direita, combinando com Brahimi para fazer o primeiro golo do jogo. O FC Porto entrava, como tinha prometido Sérgio Conceição, em força, e logo depois foi o guardião Mário Felgueiras a negar o golo a Aboubakar.

Mas se o FC Porto parecia acelerar, o Paços de Ferreira também não demorou muito a responder. Aos 8', depois de uma perda de bola de Herrera, Welthon aproveitou para rematar de longe e fazer o 1-1.

O ritmo de jogo estava muito alto e, aos 18', novo golo portista, com um protagonista incomum: Felipe. Ricardo lança o central - posicionado quase como avançado - nas costas da defesa do Paços e Felipe domina a bola e faz o 2-1.

Com o FC Porto sempre a carregar - e com belas combinações ofensivas ao primeiro e ao segundo toques -, o 3-1 surgiu sem surpresa, desta vez por Marega. E, à passagem da meia hora, outra vez Marega, a fazer o 4-1, correspondendo a cruzamento de Ricardo.

O jogo ficava difícil para o Paços de Vasco Seabra, que ainda teve de trocar Rui Correia com Ricardo, por lesão. E, mesmo quando chegou com perigo à baliza portista, num cruzamento de Xavier, José Sá apareceu a fazer uma grande defesa.

O regresso de Sérgio Conceição ao 4-4-2 funcionava na perfeição - Sérgio Oliveira ficou no banco e Corona voltou ao onze - e, na 2ª parte, praticamente só deu FC Porto. Aos 65', foi Corona a fazer o 5-1 e aos 72' foi Aboubakar a fechar a contagem, com Mário Felgueiras a ir negando o(s) golo(s) portista(s) sempre que possível.

Grande resposta do FC Porto depois da derrota em Leipzig e, com ou sem Casillas, os portistas continuam a liderar a Liga portuguesa, agora com 25 pontos em nove jogos - o Sporting tem 20 e o Benfica 17, mas ambos ainda jogam no domingo.