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Sérgio Conceição: “A Taça é uma festa e acho que o futebol deve ser festa. Perder no Jamor foi dos momentos mais tristes da minha carreira”

O FC Porto recebe o Vitória de Guimarães, quinta-feira (20h15, SportTV1), nos oitavos de final da Taça de Portugal, e Sérgio Conceição falou sobre "uma prova muito especial" - e sobre outros assuntos, como a polémica no futebol português

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Eis os temas que Sérgio Conceição endereçou na conferência de imprensa de antevisão do FC Porto-Vitória de Guimarães, esta quarta-feira, no Olival.

O espírito da Taça de Portugal

"Hoje treinámos os penáltis. Estamos à espera de um jogo difícil, contra uma equipa moralizada e historicamente difícil. Normalmente é uma competição onde acontecem surpresas e não quero ser surpreendido. Quero continuar porque a Taça é qualquer coisa de especial, estar no Jamor é especial. É uma experiência única."

"Tenho um carinho muito especial pela Taça. É um dia diferente no futebol português, é uma festa e acho que o futebol deve ser festa. Acho que perdi muito mal aquela final com o Braga [em 2014/15, Sérgio Conceição era treinador do Braga, que perdeu a final com o Sporting, já nos penáltis], pelo trajeto que tivemos. Até cinco minutos do final eu e os meus jgoadores éramos os maiores do mundo e depois com duas charutadas para a frente o adversário empatou e ganhou nos penáltis. Merecíamos ter ganho. Foi dos momentos mais tristes da minha carreira."

Casillas e Reyes vão jogar?

"Os jogadores são os primeiros a saber a equipa. O Casillas está convocado, vamos ver. E o Reyes também.

"Antes do jogo com o Mónaco, o Reyes já sabia que ia jogar em Setúbal [no lugar de Felipe, que foi expulso contra o Mónaco]. Tem a ver com a gestão do grupo, porque ele tem trabalhado extremamente bem. Aqui não há castigos para ninguám. Se não também tinha de me castigar a mim [risos]."

Mexidas no reabertura do mercado de transferências

"Depois desta questão não falo mais de mercado. Compreendo a vossa curiosidade, estamos a chegar a janeiro e os adeptos tambám gostam de saber se há entradas e saídas. Mas garanto uma coisa: este grupo de trabalho, a partir do momento em que estamos no Olival... Não há tema. Um jogador com seis meses de contrato [Maxi, Casillas, Reyes e Marcano terminam contrato no final da época] ou seis anos de contrato é exatamente a mesma coisa para mim. Não penso nisso. Preparo a equipa de acordo com os jogadores que tenho à disposição. Não digo para parecer bem ou ser simpático com eles, é a realidade."

Pressão de ganhar

"A pressão faz parte do jogo. Antes de jogarmos contra o Vitória de Setúbal fizeram a mesma pergunta, porque o Sporting e o Benfica já tinham jogado e tinham ganho. Nós gostamos de ter pressão. Obviamente que jogos a eliminar têm a sua pressão, mas não ultrapassam aquilo que é a nossa exigência diária. A pressão é a mesma em todos os jogos, sinceramente."

Polémica no futebol português

"Acho que sempre houve polémica, também faz parte do futebol. Aquilo que me parece a mim é que a polémica ultrapassou os limites.Hoje em dia é um ambiente muito difícil para toda a gente, especialmente para os árbitros. Não queria muito entrar por aí. Na Grécia [Sérgio Conceição jogou na Grécia, no PAOK, entre 2007/08 e 2009/10] posso dizer que sempre se viveu assim porque é um país diferente nesse sentido. Mas acho que era preferível que houvesse outra tranquilidade, especialmente na arbitragem, porque existem erros."