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PSP desmente e “repudia” alegações de diretor de comunicação do FC Porto

A PSP desmentiu as declarações proferidas por Francisco J. Marques, defendendo que "nunca houve qualquer atitude ou mera intenção de beneficiar ou causar prejuízo a qualquer clube e aos seus adeptos". Na terça-feira, o diretor de comunicação do FC Porto revelou um alegado esquema entre o Benfica e a polícia para atrasar a entrada de adeptos portistas no Estádio da Luz, num clássico jogado em 2009

Expresso

ANNE-CHRISTINE POUJOULAT

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No seguimento da longa saga de divulgação, no programa "Universo Porto da Bancada", do Porto Canal, da alegada correspondência de e-mails de dirigentes do Benfica, houve novos desenvolvimentos na terça-feira.

Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, revelou, na terça-feira, uma suposta combinação entre a Polícia de Segurança Pública (PSP) e o Benfica, para retardar a entrada de adeptos portistas no Estádio da Luz.

Citando supostos e-mails enviados por Rui Pereira, diretor de segurança do Benfica, e Domingos Soares de Oliveira, administrador da SAD encarnada, o dirigente portista acusou o Benfica de montar "uma estratégia para atrasar a entrada dos adeptos do FC Porto", através da instalação de "uma segunda linha de revista pelos spotters da PSP".

O diretor de comunicação dos dragões, referindo-se a um clássico entre os dois rivais, em 2009, acrescentou ainda que tal se trata de "uma prática irregular da PSP que propositadamente impede o acesso no tempo normal aos adeptos" do FC Porto. "Eu quero é que isto acabe. Isto envergonha qualquer país. O Governo tem de pôr mão nisto. E o secretário de Estado do Desporto que venha falar sobre isto, que abra o inquérito e que puna os responsáveis se se comprovar isto. Esperemos que nunca mais volte a acontecer", argumentou.

Em comunicado enviado às redações e, posteriormente, publicado na página na sua página Facebook, a Polícia de Segurança Pública (PSP) desmentiu as declarações de Francisco J. Marques, repudiando "o teor das declarações" e sublinhando que "nunca houve qualquer atitude ou mera intenção da PSP, de beneficiar ou causar prejuízo a qualquer clube e aos seus adeptos".

O comunicado da Polícia de Segurança Pública:

"A Polícia de Segurança Pública vem publicamente desmentir e repudiar o teor das acusações lançadas por responsável do Futebol Clube do Porto.
Não há, nem nunca houve qualquer atitude, ação ou mera intenção por parte da PSP, de beneficiar ou causar prejuízo a qualquer clube e aos seus adeptos.
A Polícia de Segurança Pública pauta a sua ação pelo estrito cumprimento de princípios de legalidade e proporcionalidade, sendo que qualquer opção de policiamento decorre da avaliação das necessidades operacionais, tendo em conta o risco percecionado, a sua análise, as dinâmicas dos adeptos, as informações recolhidas e o histórico de conflitualidade, entre outros, sempre numa perspetiva de policiamento integral, adaptado à realidade em concreto.
Embora não divulguemos publicamente detalhes operacionais, importa esclarecer que a adoção de segundas linhas de revista com agentes policiais é prática corrente há já vários anos, sendo acionada em alguns jogos considerados de risco elevado, quer sejam do campeonato nacional , quer sejam das competições UEFA, de acordo com os critérios anteriormente mencionados."