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Sérgio Conceição: "Não dou rebuçados a ninguém. Não fazemos experiências, sabemos o que fazemos"

O treinador do FC Porto, questionado sobre as mudanças no onze e a aposta em Miguel Layún no meio campo, explicou que não há cá recompensas para quem tem jogada menos, há sim jogadores escolhidos consoante o adversário

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OCTAVIO PASSOS

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Pensou que o jogo ficaria mais fácil com o 2-0?

“Não pensei que o jogo fosse ficar mais fácil. Até falei com eles ao intervalo para retificarmos os últimos 20 minutos da primeira parte, que não gostei. Baixámos um pouco de intensidade. Fizemos os golos cedo no jogo e, inconscientemente, isso entrou na cabeça dos jogadores. E a nossa intensidade e a procura incessante pela bola e a pressão sobre o adversário, deixámos de o fazer.

Entrámos mais fortes na segunda parte, tivemos várias situações para o 0-3 e, depois, numa bola parada, eles fazem o 2-1. Os jogos da Taça são sempre difíceis e este campo é difícil, mas conseguimos o objetivo."

As seis mudanças que fez no onze

"Não dou rebuçados a ninguém. O que achava melhor, em termos estratégicos, para o jogo, foi feito. O Layún, o Tiquinho e o Hernâni acabaram o jogo contra o Vitória. Eram situações que achávamos benéficas para este jogo. A nossa dupla de meio campo foi a que jogou mais vezes nos últimos tempos. O Maxi tem jogado muitas vezes também. Mas não olho muito a isso. Olho, sim, para o que acho ser o melhor onze, em termos estratégicos, para ganhar o jogo."

A aposta em Layún a meio campo

"Temos que gerir da melhor forma. Conheço todos os meus jogadores, sei que o Miguel é polivalente e tem muita inteligência tática, dá sempre uma resposta positiva, independentemente da posição que ocupe.

Sabe sempre o que queremos do jogo. Não fazemos experiências, nós sabemos o que fazemos. Se o pus no setor intermédio foi porque sabia o que ele podia dar. Tem muito bom caráter e é muito inteligente."

A lesão de Brahimi e o desgaste na equipa

"Estamos sempre atentos e preocupados quando há situações de alguma fadiga. O Brahimi sentiu essa fadiga no primeiro tempo, o Marega sentiu-a no fim do jogo com o Vitória e trouxe-o para o banco. Estava a aquecer para entrar, mas sentiu a coxa demasiado pesada."

Um passo mais perto do Jamor

"Temos que pensar e agir de uma forma natural. Tenho um carinho especial, mas não por ter perdido uma final com outra equipa. Acho que a final da Taça é um dia fantástico e marcante na carreira de um jogador. Joguei na Liga dos Campeões e em muitos estádios, mas o Jamor tem uma atmosfera especial, vivi-a como jogador e treinador. Espero poder vivê-la, porque este troféu é especial."