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O primeiro golo do FC Porto é ilegal ou não? Duarte Gomes explica

Duarte Gomes, ex-árbitro comentador da SIC Notícias e do Expresso, clarifica o primeiro golo do FC Porto. Sporting e Benfica já reagiram ao lance

Soraia Pires

José Sena Goulão / Lusa

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O FC Porto venceu esta quarta-feira o Estoril Praia por 1-3, num jogo que se tornou polémico devido ao primeiro golo dos dragões, apontado por Alex Telles, aos 53'. O que causou a dúvida foi se a ação de Soares, que estava em fora de jogo posicional, não influenciou o lance. O árbitro e o VAR assim não o consideraram. O Sporting já reagiu, dizendo no Twitter que existiam três foras de jogo nesse momento que o árbitro e o VAR não viram. O Benfica considers o lance “um fora de jogo escandaloso”. Duarte Gomes, comentador da SIC Notícias e do Expresso, explica que o golo, marcado aos 53', foi ilegal porque a movimentação do avançado causou impacto na ação do guarda-redes do Estoril, Renan Ribeiro.

“O golo é ilegal. Partimos do princípio muito importante de que a linha que o operador facultou na transmissão estava bem posicionada. Logo, o Soares está adiantado e, tocando ou não na bola, a movimentação dele para cabecear teve impacto na ação de Renan. Ou seja, no momento em que o Soares tenta jogar a bola, quando está muito perto do guarda-redes, na zona central da área, o Renan tem um movimento de hesitação e, como essa hesitação foi tida no momento em que os jogadores estavam em posição irregular, é o suficiente para punir o fora de jogo”, diz Duarte Gomes ao Expresso.

Já em relação ao lance em que Victor Andrade e Brahimi se envolveram, que acabou em amarelo para os dois jogadores, Duarte Gomes considera que há novo erro da equipa de arbitragem. “Trata-se de um lance em que o avançado queria acertar na cabeça de Brahimi mas não conseguiu, acertou-lhe no ombro. Mas há uma tentativa de agressão e ela tem o mesmo enquadramento disciplinar e técnico que uma agressão. Portanto, o movimento é passível de cartão vermelho direto para o jogador do Estoril e não de um amarelo, como aconteceu”, clarifica.