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Um rolo compressor de eficácia chamado FC Porto

Não foi o dragão demolidor do Estoril, foi um dragão muito, muito eficaz. O FC Porto venceu o Portimonense por 5-1, num jogo em que marcou em praticamente todas as situações de perigo que criou. Vitória tranquila no Algarve e a equipa de Sérgio Conceição volta a estar a cinco pontos do 2.º classificado

Lídia Paralta Gomes

Gualter Fatia/Getty

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Em jogo e meio e num intervalo de, mais coisa, menos coisa, quatro dias, o FC Porto marcou qualquer coisa como oito golos. Três no meio jogo ao Estoril e uma mão cheia deles este domingo ao Portimonense. É muito golo, mas as duas importantes vitórias desta semana são, na sua génese, vitórias diferentes.

Isto porque frente ao Estoril, o FC Porto marcou três golos em 45 minutos, mas podia muito bem ter marcado cinco ou seis, tal o número de oportunidades, tal o volume de ataque, tal a intensidade da equipa de Sérgio Conceição.

Este domingo, em Portimão, o dragão foi diferente: o volume de ataque não foi tão demolidor, o futebol direto não foi tão atraente, o número de chances, em média, não terá sido maior que o de quarta-feira, a intensidade foi mais flutuante. Mas este domingo o FC Porto foi um rolo compressor de eficácia, marcando cinco golos em praticamente tantas oportunidades.

O resultado, na prática, é o mesmo: vitória por 5-1, três pontos, cinco pontos de vantagem para o 2.º classificado. Se na quarta-feira o FC Porto foi sôfrego, insaciável, este domingo calmamente levou a água ao seu moínho.

Para percebermos os números da eficácia do FC Porto, basta passar os olhos pelos dados da GoalPoint.pt (diferentes dos dados da Liga, diga-se) ao intervalo do jogo, quando os dragões já venciam por 3-0.

Remates - 4

Remates enquadrados - 3

Ocasiões flagrantes - 3

É meio impressionante. E é impressionante porque na 2.ª parte não foi muito diferente: o FC Porto fez 4 remates, marcou mais dois golos.

A tranquilidade com que o FC Porto arrumou uma equipa do Portimonense que, diga-se, é uma boa equipa, também se explica com a rapidez com que as coisas ficaram resolvidas. Aos 16 minutos de jogo, já os dragões venciam por 2-0. Depois de Soares e Otávio terem criado algum perigo, o primeiro golo apareceu aos 10 minutos: numa rápida jogada de ataque, Otávio abriu para a ala onde Soares cruzou rasteiro para a locomotiva Marega, que em velocidade foi apanhar o passe e de primeira colocou a bola na baliza.

Marega bisou em Portimão

Marega bisou em Portimão

FRANCISCO LEONG

Otávio começou a jogada do primeiro golo e concluiria a do segundo, recebendo no poste mais afastado - e absolutamente solto - um cruzamento atrasado de Marega.

A partir do 2.º golo do FC Porto, o Portimonense respondeu bem, sem nunca se encolher. Tentou pressionar, jogar apoiado, mas bateu sempre na barreira defensiva do FC Porto. Restava rematar de longe: Fabrício e Nakajima tentaram algumas vezes, mas sem criar perigo. Os dragões, por seu turno, controlavam à distância. E no final da 1.ª parte, contra a corrente e numa altura em que a intensidade azul e branca era bem baixa, Marega matou o jogo. Remate de primeira, no coração da área, a responder a um cruzamento de Maxi, que viu o maliano sem qualquer marcação em zona proibida.

Seguiu-se uma 2.ª parte mais mal jogada, mas em que se manteve a tónica na eficácia, com Diogo Dalot, 18 anos, em estreia a titular na liga, a mostrar-se com duas assistências para golo. Primeiro para Soares, aos 59’ (o brasileiro sairia lesionado pouco depois - mais um problema físico para Sérgio Conceição gerir) e depois para Brahimi, aos 66’, com o argelino a emendar um cruzamento que ainda sofreu um pequeno ressalto de um defesa do Portimonense.

Portimonense que ainda teve direito a prémio de consolação (não que marcar um golo quando já se sofreu cinco dê grande satisfação, mas…), ao reduzir já nos descontos, por Lucas Possignolo, a responder de cabeça a um livre na direita, após uma falta cometida por Otávio que deixou Casillas ligeiramente enfadado.

Porque a eficácia não tem de ser só ofensiva e o FC Porto queria fazer um jogo limpinho.