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PJ vai investigar as suspeitas no Estoril-FCP

Inquérito deverá ir parar às mãos da mesma equipa anti-corrupção que tem os processos relacionados com o Benfica

Hugo Franco e Pedro Candeias

Bancada norte do Estoril teve um abatimento no centro, que levou as autoridades a evacuar em segurança o local

MARIO CRUZ/ epa

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Os contornos da transferência bancária de mais de 700 mil euros do FC Porto para o Estoril, nas vésperas do jogo entre os dois clubes, vão também ser investigados pela Polícia Judiciária. Segundo soube o Expresso, o inquérito, que atualmente está nas mãos dos procuradores do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, deverá igualmente ser alvo da atenção da equipa da unidade contra a corrupção que investiga os e-mails do Benfica.

Na última terça-feira, chegou à Procuradoria-Geral da República uma denúncia anónima que levantava suspeitas sobre a segunda parte do jogo realizado na Amoreira, a 21 de fevereiro, e que deu a vitória aos dragões, por 3-1. Nessa queixa terá sido referido um alegado encontro num hotel entre um administrador da SAD do Estoril, um empresário e um dirigente dos azuis-e-brancos com vista à combinação do resultado dos últimos 45 minutos do jogo que tinha sido interrompido a 15 de janeiro devido a problemas na estrutura de uma bancada do estádio António Coimbra da Mota.

O FC Porto negou que o dinheiro depositado numa conta bancária do Estoril Praia fosse para comprar o resultado do referido jogo. Na data da transferência, a 14 de fevereiro, “houve o jogo com o Liverpool que deu liquidez” para fazer o pagamento a “outros clubes”. No caso do Estoril, foi o dinheiro pela transferência de Carlos Eduardo para o Al-Hilal e da cedência do Licá. “Foram 748 mil euros”, explicou o diretor de comunicação do clube Francisco J. Marques.