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FC Porto: festejos do título nos Paços do Concelho serão a 12 ou 13 de maio

Embora o FC Porto possa sagrar-se campeão nacional este fim de semana, receção nos Paços de Concelho oferecida por Rui Moreira e os festejos na varanda da Câmara da era pré-Rio só acontecerão após o jogo da última jornada. Encontro com o Vitória de Guimarães está agendado para 13 maio, mas dragões pediram antecipação para 12

Isabel Paulo

MIGUEL RIOPA/Getty

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O dia exato em que os dragões voltarão a pintar de azul a varanda da Câmara do Porto está nos pés (ou cabeça) de Marega e companhia ou ainda do empate dos arquirrivais em Alvalade. O cenário de o FC Porto festejar já este domingo, após o jogo com o Feirense, foi afastado na sequência de um acordo presidencial entre Jorge Nuno Pinto da Costa e Rui Moreira.

A dúvida do momento é se o regresso da equipa portista aos Paços do Concelho, que marcará um interregno de 19 anos, acontecerá a 12 ou no milagroso 13 de maio, face ao pedido do FC Porto de antecipar o jogo com o Vitória de Guimarães para sábado, pretensão só dependente dos resultados da antepenúltima jornada.

De acordo com os Regulamentos de Competição da Liga Portugal, apenas estão obrigadas a jogar, no mesmo dia e à mesma hora, as equipas envolvidas na mesma decisão, quer seja permanência, despromoção ou acesso às competições europeias, situação que não se coloca caso o FC Porto conquiste o desejado título nacional já este fim de semana, colocando um ponto final nas quatro épocas de jejum de troféus, o mais duradouro do longo reinado de Pinto da Costa.

Tal como prometeu Rui Moreira quando foi eleito em 2013, a equipa portista, um dos símbolos maiores da cidade e da região, seria recebida com a pompa e circunstância devida ao campeão nacional, culto futebolístico não praticado pelo 'agnóstico' líder do PSD, avesso jurado a promiscuidades entre o mundo da bola e a política.

Apoiante do socialista Fernando Gomes nas eleições autárquicas de 2001, vencidas pelo estreante Rui Rio, o presidente do FC Porto e Rui Rio chocaram de frente logo que o autarca laranja chumbou o célebre Plano de Pormenor das Antas, herdado da gestão socialista.

A inimizade de estimação levou a que Pinto da Costa não tenha aceite em 2003 o convite de Rio para uma receção formal da equipa nos Paços do Concelho em junho, quase um mês após o primeiro título de José Mourinho nas Antas e 15 dias depois de os dragões terem levantado a Taça UEFA, em Sevilha.

Argumentava Rio que era uma atitude de respeito “não se encavalitar” no sucesso do FC Porto, razão pela qual homenagearia os jogadores sem se associar à festa popular nos Aliados.

Qual maldição, desde que Rio deixou a Câmara por limitação de mandatos e deu lugar ao ferrenho adepto da causa azul-e-branca Rui Moreira, o FC Porto entrou em período de nojo de títulos, enguiço suspenso no ano em que o FC Porto comemora os 19 anos do pentacampeonato. O último em que os dragões franquearam as portas da Câmara do Porto.