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“O Luisão está com 35 anos, jogue ou não jogue é o capitão e único sobrevivente do caos no Benfica.” (Vieira ao “CM”, parte 2)

Com um início de época marcado por muitas lesões, o presidente encarcado diz estar confiante no plantel. “Às vezes, no Benfica, um problema gera uma oportunidade”, afirma na segunda parte de uma entrevista ao “CM”

MANUEL DE ALMEIDA

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Luisão só sai do Benfica “se houver um terramoto”, assegura Luís Filipe Vieira na segunda parte de uma grande entrevista concedida ao “Correio da Manhã”, publicada esta quinta-feira. (Pode ler o resumo da primeira parte AQUI.) O presidente do Benfica sai em defesa do capitão, que está na Luz há 15 anos e cujo nome foi apontado como potencial dispensa por parte dois encarnados.

“Quem pensou ou quem entendeu que o Luisão podia desestabilizar o Benfica, enganou-se. Pelo contrário, uniu-nos cada vez mais internamente. Por isso, o Luisão se tivesse de sair do Benfica tinha de ser com o acordo dele”, explica.

Para Vieira, o veterano defesa-central brasileiro é seu companheiro e o “único sobrevivente do caos no Benfica”. “Ele é a única testemunha do renascimento do clube e isso, para quem me conhece, sabe perfeitamente que tem muito valor para mim”, afirma.

O Benfica está a trabalhar para o tetra, mas o presidente não quer entusiasmos fora de tempo. “A única coisa que nós sentimos é que continuamos a trabalhar com a mesma humildade e a mesma determinação. Neste momento, o Benfica é o líder e quer continuar a olhar de cima. A nossa mentalidade é essa”, assume na mesma entrevista.

Com um início de época azarado com muitas lesões, o presidente diz estar confiante no plantel disponível. “Às vezes, no Benfica um problema gera uma oportunidade”, diz. Por outras palavras, o treinador Rui Vitória tem conseguido fazer magia com os jogadores que não seriam titulares à partida.

Quanto a possíveis saídas de jogadores em janeiro, Vieira não confirma nomes mas assume há clubes interessados. Já as vendas de Gaitan e de Renato Sanches não foram um problema para o clube: “Saíram dois jogadores que eram dos mais importantes e o Benfica soube repor normalmente, dentro daquilo que nós pensamos que fizemos bem e aquilo que o nosso treinador fez. Por isso, não estamos arrependidos do que fizemos”, afirma.