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Bruno de Carvalho sobre o caso dos vouchers: “Se fosse noutro país, o Benfica descia de divisão”

“Por vezes confunde-se um trabalho hercúleo com polémica”, diz o presidente do Sporting em entrevista ao “Correio da Manhã” esta quarta-feira, ao falar da sua chegada e estadia na liderança do clube nos últimos anos

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José Carlos Carvalho

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“Se fosse noutro país, o Benfica descia de divisão. Bastava que os regulamentos fossem cumpridos. Há coisas a decorrerem e o segredo é a alma do negócio”, diz Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, em entrevista ao “Correio da Manhã” esta quarta-feira, ao falar do caso dos vouchers oferecidos pelo clube aos árbitros dos jogos da equipa principal.

Apesar de confessar que irá levar as queixas já apresentadas à UEFA até “às últimas consequências”, Bruno de Carvalho prevê que todo o processo resulte, na verdade, em “nenhum” castigo, por se tratar de um caso “em Portugal”.

O presidente leonino recusa ainda, na mesma entrevista, a etiqueta de ser polémico. “Por vezes confunde-se um trabalho hercúleo com polémica”, é assim que define a sua chegada e estadia na liderança do clube nos últimos anos. “Quando entrei o Sporting estava falido, falava-se em descida de divisão, em fechar o clube, que a banca ia fechar a torneira e os jogadores iam embora por falta de pagamento”, revela. O Sporting via a uma distância “gigantesca” os outros dois grandes portugueses, ambos com muita mais margem de manobra financeira que os leões.

Criar conflitos com Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira não foi uma estratégia para dar relevância ao clube, garante. Bruno de Carvalho diz não ter razões de queixa, no momento presente, do líder portista: “Preocupa-se com a sua casa e é isso que um presidente deve fazer.” Já sobre Luís Filipe Vieira diz: “Vem demasiado à minha casa e eu nunca o convidei”. “Que faça o trabalho dele e deixe-me em paz. Deixe o Sporting da mão”, reitera.

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