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Se gosta de desporto, devia ler um destes 10 livros até ao fim do verão (se não gosta, também não lhe fará mal)

O verão vai a meio mas ainda há tempo para pôr a leitura em dia. Sugerimos-lhe dez livros de desporto, uns mais recentes, outros menos, uns sobre futebol e outros sobre basquetebol, basebol, surf e natação. Ficção e não-ficção, biografias, autobiografias, memórias e crónicas. Há de tudo um pouco aqui

Helena Bento

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“Football against the enemy”

Simon Kuper

No ano em que o argentino Diego Maradona era banido da Copa do Mundo por consumo de uma substância dopante e em que o jogador de futebol colombiano Andrés Escobar era assassinado a tiro em Medellín, na Colômbia, Simon Kuper publicava “Football Against the Enemy”. O livro, vencedor em 1994 de um dos mais importantes prémio de literatura desportiva do mundo, o William Hill Sports Book of the Year no ano em que foi publicado, resultou de uma série de viagens por 22 países, entre eles Itália, Rússia, Alemanha, Holanda, Argentina, EUA, Ucrânia e África do Sul.

O escritor e jornalista britânico, nascido em 1969 no Uganda, tinha um objetivo muito concreto: queria perceber de que modo é que o futebol influenciava e era influenciado pelas questões políticas e sociais mais prementes à época em cada um desses países. Em Berlim, por exemplo, Simon Kuper encontrou um adepto do Hertha BSC que durante anos esteve impedido de ver os jogos do seu clube do coração, por causa do muro que atravessava a cidade. O mais próximo que tinha de assistir a um jogo era ficar sentado todos os sábado à tarde junto ao muro, juntamente com uns amigos, a ouvir os festejos.

Bobby Robson, Roger Milla, Terry Paine. Simon Kuper entrevistou antigos jogadores, fãs e treinadores e outras figuras conhecidas ligadas, de alguma forma, ao futebol, como é o caso de Carlos Menem, que foi presidente da Argentina entre 1989 e 1999. Mas também ouviu outras pessoas, anónimas, e escreveu as suas histórias, “histórias instrutivas (...) que contrastam com as imagens de televisão transmitidas a partir de Rose Bowl, do Giants Stadium e outros recintos da Copa do Mundo de 1994, que proporcionam um entretenimento familiar agradavelmente inofensivo e bem-humorado”, escrevia o “Independent” na altura.

“1993 was a bad year”

John Fante

Dominic Molise tem 17 anos e sonha ser jogador de basebol. O pai, porém, que é pedreiro mas está desempregado, tem outros planos para si: introduzi-lo no negócio da família, para que assim que as aulas no liceu terminem ele comece a trabalhar para ajudar a pagar as contas da casa.

Dom confia que o seu braço esquerdo, a quem amiúde se dirige com sentidos apelos (“Oh, Braço! Braço fiel e forte, fala comigo agora”) o irá ajudar a alcançar outras paragens (Chicago no topo das suas preferências, onde espera um dia alinhar pelos Cubs), longe da mãe beata, que há de jurar ter visto a Virgem Maria no galinheiro do quintal e noutros lugares que não lembram ao menino Jesus, e da avó, Bettina, que nunca se habituou à vida na América - para onde foi praticamente obrigada a ir - e sonha ainda regressar à sua vila, Torricella Peligna (onde, aliás, nasceu o pai de John Fante), em Itália. Longe, enfim, da vida tosca e mesquinha e pequenina que julga ser a dos que o rodeiam, nesse pedaço de terra, no estado do Colorado, devastado pela Grande Depressão dos anos 30.

“1993 foi um ano mau”, que este ano teve pela primeira vez uma edição em português pela editora Alfaguara, foi publicado postumamente, em 1985, dois anos depois de John Fante morrer. À semelhança dos seus outros livros (e, em especial, o romance “Cheio de Vida”), também neste podemos encontrar traços da vida do escritor norte-americano, a quem Bukowski chamou “o seu Deus”.

“Sacred Hoops: Spiritual Lessons of a Hardwood Warrior”

Phil Jackson e Hugh Delehanty

Conhecido pelos seus métodos de treino pouco usuais e ortodoxos - que iam desde mostrar sequências do filme “Feiticeiro de Oz” aos seus jogadores até pendurar figuras de guerreiros da tribo Lakota nos balneários - Phil Jackson, que se notabilizou enquanto treinador dos Chicago Bulls (foram seis vezes campeões da NBA à sua guarda) e ajudou os Los Angeles Lakers a conquistar cinco títulos mundiais, marcou toda uma geração de jogadores e treinadores de basquetebol e a sua influência continua a ser visível: na época 2014/ 2015, quando os Golden State Warriors foram, pela primeira vez em 40 anos, campeões da NBA, o treinador, Steve Kerr, lembrou-o desta forma: “Sinto-me abençoado por ter trabalhado com os melhores treinadores de sempre, aprendi muito com eles e foi assim que cheguei aqui. Estou a pensar, por exemplo, em Phil Jackson”.

Por detrás dos métodos pouco convencionais de Phil Jackson, estava o seu interesse e gosto pela meditação, o budismo e a filosofia oriental, que transformou em ferramentas de trabalho no campo, junto dos seus jogadores. Foi isso que lhe valeu a alcunha de “Zen Master” (Mestre do Zen). Em 2006, quando a ida para os LA Lakers ainda não tinha acontecido, escreveu um livro com Hugh Delehanty (antigo editor da “Sports Illustrated” e da revista “People”) chamado “Sacred Hoops: Spiritual Lessons of a Hardwood Warrior”, em que partilha as suas memórias enquanto jogador e treinador, e ajuda-nos a perceber um pouco melhor a sua abordagem ao desporto e, em específico, ao basquetebol, muito focada na vontade e pensamento coletivos (o “eu” ao serviço do “nós”, contra qualquer forma de individualismo) e no respeito pelo outro.

“Find a Day: One Untamed and Courageous Life”

Diane Nyad

“Lembro-me de chegar à praia e aperceber-me do quão emocionadas estavam as pessoas. Percebi depois que elas não estavam a chorar porque alguém tinha finalmente conseguido bater um recorde. Elas estavam a chorar porque estavam perante uma pessoa que se tinha recusado a desistir. E toda a gente já teve uma experiência dessas, seja a experiência de combater um cancro ou educar uma criança difícil ou o que quer que seja” (Diane Nyad, “Guardian”, 2016).

Diane Nyad já tinha 64 anos quando decidiu que ia tentar fazer o que nunca

tinha conseguido até ali: percorrer os 166 quilómetros a nado que separam a costa de Havana, em Cuba, de Key West, na Flórida. Não só conseguiu - tornando-se a primeira pessoa a percorrer uma distância tão grande a nadar - como o fez sem a principal precaução que tomam aqueles que arriscam tal aventura, que o é o uso de uma jaula para proteger de eventuais ataques de tubarões.

A primeira vez que a atleta norte-americana tentou fazer esta travessia foi em 1978, quando tinha 28 anos. Seguiram-se outras tentativas, até que decidiu abandonar a natação de vez para se dedicar a outras coisas. Ao fim de mais 30 anos, e já depois de a mãe ter morrido e isso, de alguma forma, lhe ter dado alento para cumprir um sonho antigo (“a minha mãe morreu aos 82 anos e eu percebi que provavelmente só me restam aí uns 22 anos, por isso quis ter a certeza de que os vivia da melhor forma possível”, contou ao “Guardian”), decidiu voltar a tentar. E conseguiu. À chegada à meta, nesse ano de 2013, Diane Nyad quis deixar uma mensagem, aliás, três mensagens: “Nunca desistam”, “Nunca pensem que são demasiado velhos para lutar pelos vossos sonhos” e “embora isto parece um desporto solitário, nós somos uma equipa”.

São também essas mensagens que estão presentes em “Find a Day: One Untamed and Courageous Life”, livro publicado em 2016, em que explica porque é que decidiu arriscar a arriscada travessia, depois de mais de três décadas afastada do mar, e como tudo aconteceu.

“Estrela solitária - Um Brasileiro Chamado Garrincha”

Ruy Castro

Em 2002, em entrevista a um site brasileiro, Ruy Castro explicava por que razão tinha decidido escrever uma biografia sobre Garrincha, o famoso jogador de futebol brasileiro. A “ideia inicial era fazer um livro sobre alcoolismo, não sobre futebol”, dizia o escritor e jornalista brasileiro, que tinha deixado de beber há cinco anos e queria escrever um livro em que o alcoolismo fosse o assunto principal. “Naturalmente, não seria um ensaio, mas uma narrativa. Aí, a figura do Garrincha surgiu espontaneamente como fio condutor. Era perfeito, porque eu não queria biografar um derrotado, mas um vitorioso - um homem unanimemente amado, que foi destruído pela bebida”, explicava o também autor de “Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova”, “O Anjo Pornográfico” (biografia de Nelson Rodrigues) ou de “Carmen” (sobre Carmen Miranda).

Foi assim que chegou a “Estrela Solitária - Um Brasileiro Chamado Garrincha”, publicado em 1995 pela Companhia das Letras. O livro, que começa com uma descrição absolutamente maravilhosa (quando Manuel [Manuel Francisco dos Santos, nome completo de Garrincha] nasceu, a parteira foi a primeira pessoa a perceber que ele tinha as pernas tortas. A perna direita arqueada para fora e a perna esquerda arqueada para dentro, como se tivessem sido atingidas por uma rajada de vento”), acompanha a vida do jogador de futebol desde a infância e adolescência em Pau Grande, localidade onde nascera, a cerca de 70 quilómetros do Rio de Janeiro, e onde começou a trabalhar, aos 14 anos, numa fábrica de têxteis (cuja equipa de futebol chegou a integrar), até à chegada ao Botafogo, em 1953. O casamento com Elza Soares, que tanta tinta fez correr na imprensa da época, pelas polémicas e acusações de violência doméstica por parte da cantora brasileira, aconteceria uns anos depois, em 1966. Desde sempre polémica foi também a relação de Garrincha com o álcool, abordada por Ruy Castro no livro sobre o jogador de futebol, vencedor em 1996 do Prémio Jabuti para Melhor Ensaio e Biografia.

“Barbarian Days: A Surfing Life”

William Finnegan

William Finnegan é um reputado jornalista e escritor. Algures na década de 80, publicava o seu primeiro artigo - uma pequena reportagem na Nicarágua - na “New Yorker”, iniciando assim uma colaboração que se mantém até hoje. Ao longo dos anos, escreveu sobretudo sobre os conflitos na África do Sul e abordou temas como o racismo e a pobreza entre os jovens nos EUA. Foi ainda correspondente na Europa, Balcãs, Austrália, América Central e América do Sul, onde cobriu guerras e conflitos sociais. Chegou a colaborar com a “Harper’s” e a “New York Review of Books”, ambas publicações de prestígio. Mas antes do jornalismo e da literatura e da escrita, houve outra coisa que moveu Finnegan com a força de uma paixão: o surf.

São as suas memórias das ondas da costa californiana e do Hawai, onde cresceu e aprendeu a surfar, e das “surf trips” rumo às ilhas Fiji e à ilha da Madeira, já adulto, e das praias onde, já com mais de 60 anos, continua a ir surfar, perto de sua casa, em Manhattan, que o escritor norte-americano nos traz em “Barbarian Days: A Surfing Life”, vencedor de um Prémio Pulitzer em 2016, na categoria Autobiografia (curiosidade: Barack Obama incluiu-o na sua lista de livros para ler no verão).

William Finnegan conta-nos histórias de gangues juvenis em Honolulu e confessa-nos a loucura do mundo da década de 60 e ainda a loucura que foi ele próprio surfar sob efeito de LSD na baía de Honolua, na costa noroeste de Maui, no Hawaii; transporta-nos para o interior e para a crista das ondas mais famosas para nos explicar, com imagens vívidas, como é que conseguiu surfá-las, e fala-nos ainda sobre o gozo que lhe deu atravessar sozinho os recifes da Polinésia em busca das maiores ondas que existem.

Descrito como uma “autobiografia intelectual”, mas também como uma “história social” ou um “road movie literário”, com qualidade suficiente para ombrear com um Hemingway ou um Burroughs ou um John Updike (segundo a “Sports Illustrated”), “Barbarian Days” traz-nos ainda as memórias dos primeiros anos de carreira de Finnigan enquanto aspirante a escritor com romances atabalhoados e atirados para o fundo dos fundos da gaveta e, depois, como jornalista e repórter reconhecido.

“Fever Pitch: A Fan’s Life”

Nick Hornby

“Fever Pitch: A Fans’s Life” é a história de um homem apaixonado por um clube. Ele é Nick Hornby e a equipa é o Arsenal. Tudo começou quando Hornby tinha 11 anos e até nem achava muita piada a futebol, mas o pai levou-o a ver um jogo daquela equipa contra o Stoke, em Highbury, em Londres. Depois de tantas tentativas quase todas frustradas de se aproximar do filho com quem não vivia desde que se separara da mulher, o pai achou que com o futebol a coisa ia lá. E foi. Pois foi assim que nasceu a paixão do jovem Hornby pelo Arsenal.

E é sobre essa paixão (ou “obsessão”, palavra que o próprio preferia) que o conhecido autor britânico (“High Fidelity” e “About a Boy”) fala em “Fever Pitch: A Fan’s Life”, publicado em 1992. Depois da infância e dos jogos a que assistia sentado ao lado do pai veio a adolescência e as idas ao estádio tornaram-se aventuras solitárias, que, com o tempo, acabariam por ser substituídas por outras aventuras mais típicas da idade. Já na faculdade, em Cambridge, onde frequentava o curso de Literatura Inglesa, Nick

Hornby viu os seus velhos sentimentos regressarem. Regressou aos jogos e ao estádio; regressou ao futebol e regressou, acima de tudo, ao Arsenal.

Cada um destes momentos é descrito por ordem cronológica no livro, onde as memórias de alguns jogos se misturam com as memórias da vida. “Fever Pitch: A Fan’s Life” foi distinguido com o William Hill Sports Book of the Year em 1992, tendo sido vendidos, desde então, milhares de exemplares.

“Night Games: A Journey to the Dark Side of Sport”

Anna Krien

Em 2010, um jogador de futebol australiano praticamente desconhecido foi acusado de violar uma mulher com quem fora visto a sair de uma festa na noite anterior. A vítima alegou ter sido violada por dois outros jogadores, muito mais conhecidos (ambos jogavam num clube da Liga Australiana de Futebol), que não chegaram, porém, a ser formalmente acusados. “Justin Dyer” (entre aspas por não ser este o seu nome verdadeiro) acabaria por ser ilibado em tribunal. Anna Krien, jornalista e escritora australiana, acompanhou o caso desde o início, fazendo dele o seu ponto de partida para “Night Games: Sex, Power and a Journey into the Dark Heart of Sport”, publicado em 2014.

Ao longo do volume, a jornalista levanta uma série de questões relacionadas não só com o julgamento em si (de um júri composto por 12 pessoas apenas duas eram mulheres) e a lei australiana (a introdução de umas alterações na lei “veio tornar mais difícil haver uma condenação”, diz a autora), como também com aquilo a que chama de “cultura sexual masculina” no futebol australiano. Num contexto mais geral, questiona a forma como os casos de violação são tratados em tribunal, e questiona, sobretudo, o facto de se continuar a aceitar a ideia de violação, sobretudo quando esta não envolve violência física.

“Para lá do relvado - O que podemos aprender com o futebol”

Raquel Vaz-Pinto

Já aqui nos ocupámos deste livro, mas aproveitamos a ocasião para voltar a lembrá-lo.

Publicado por Raquel Vaz-Pinto em 2016, “Para Lá do Relvado - O que podemos aprender com o futebol” nasce de duas grandes paixões da autora: o futebol e as relações internacionais.O livro, dividido em capítulos com nomes pouco pitorescos, como “Economia, Poder e Soft Power” e “Estratégia e Sucesso”, vai muito mais além daquilo que promete: destrinçando a teia complexa de relações entre futebol e poder, a professora de Relações Internacionais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (Universidade Nova de Lisboa) tece considerações sustentadas sobre as ligações entre o desporto praticado dentro das quatro linhas e outras áreas, como a política, as finanças, a cultura e a história, como a ligação entre a Lazio dos anos 30 - e algumas das claques italianas atuais, como os Boys Roma UtraS e os Irriducibili -, e o fascismo italiano, e a ligação entre a ascensão da extrema direita em França e ressurgimento “dos estereótipos e racismo no futebol francês”. Porque, como dizia Bill Shankly, “o homem que mudou o Liverpool” - como escreve a autora nas primeiras páginas - “o futebol não é apenas uma questão de vida ou morte, é muito, muito mais importante do que isso”.

“Futebol: Sol e Sombra”

Eduardo Galeano

Uma das mais famosas frases do escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015) aparece na introdução de “El Fútbol a Sol y Sombra”, publicado em 1995 (“Futebol: Sol e Sombra”, na edição em português), e é um bom ponto de partida para conhecer o autor e a obra que vem a seguir: “Os anos foram passando e, com o tempo, acabei por assumir a minha identidade: não passo de um mendigo do bom futebol. Ando pelo mundo de chapéu na mão, e nos estádios suplico: ‘Uma linda jogada, pelo amor de Deus!’ E quando acontece o bom futebol, agradeço o milagre - sem me importar com o clube ou o país que o oferece” (ed. Livros de Areia).

Este seu amor incondicional ao jogo de futebol - não só àquele que acontece dentro das quatro linhas, mas o outro, todos os outros do mundo inteiro - reflete-o na perfeição o livro de que aqui nos ocupamos. Em textos curtos, diretos e incisivos, Galeano vai desfiando marcos e detalhes históricos, memórias e impressões, numa prosa por muitos apelidada de brilhante. “Para quem ama o futebol por ter comido pó nos pelados e rompido os joelhos a fazer defesas impossíveis em campos de cimento, uma crónica do Galeano vale mais do que milhares de horas de discussão estéril sobre o fora de jogo ou o penálti do fim de semana”, escreve Manuel Jorge Marmelo no prefácio da edição portuguesa.

O escritor uruguaio começa pelas origens do futebol, na China, há cinco mil anos, e termina na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, abarcando toda uma série de acontecimentos (como a morte, em 1918, do jogador uruguaio Abdón Porte, que se matou com um tiro no relvado do estádio do seu clube, o Nacional) e grandes nomes da história do futebol - Johan Cruyff, Pelé, Di Stéfano, Puskás, Gullit, Baggio, Beckenbauer, Eusébio e Maradona. “Eu nasci a gritar golo!, como todos os bebés uruguaios. Escrevi este livro para fazer com a mão o que nunca consegui fazer com os pés”, diria mais tarde.

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