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Uma tática sem nota artística e uma defesa sem defesa possível

As muitas falhas do setor defensivo do Benfica diante do Young Boys, que originaram uma mão cheia de golos, devem fazer soar alarmes na Luz. Da derrota do Sporting, fica a certeza de que o 3x4x3 de Jesus ainda carece de muita afinação.

FRANCISCO LEONG

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As derrotas de Benfica e Sporting deste sábado foram passadas em revista na imprensa desportiva de domingo.

“O Jogo” escreve sobre “um problema chamado defesa” no Benfica depois dos encarnados terem sido goleados por 5-1 frente ao Young Boys.

As dificuldades parecem residir sobretudo no centro da defesa, com Lisandro e Jardel a darem nota de pouca velocidade e acerto, mas não acabam aí. A saída de Fejsa já na segunda parte veio expor ainda mais as fragilidades do setor.

“A Bola” aproveita os números do marcador final para defender que há uma “mão-cheia de razões para ir às compras” no que à defesa diz respeito. Para o matutino, os regressos de Luisão e de Grimaldo não vão resolver os problemas da defesa encarnada, a mostrar grandes dificuldades em sair com bola controlada. Um central e um lateral direito deviam ser prioridades para Vitória, escreve o jornal.

“O Record” sublinhou que o adversário que os encarnados defrontam está pronto a competir e é de outro gabarito face ao primeiro encontrado pelo Benfica. A goleada tem leitura de “dores de crescimento” do conjunto benfiquista.

Jesus a dar a (nova) tática

Do Sporting, o sistema experimentado por Jesus frente ao Basileia ocupa boa parte da análise do jogo, que terminou numa derrota por 3-2.

E as análises dão o benefício da dúvida a Jesus, contando que a necessidade de afinações seja uma evidência.

O “Record” escreve que a equipa se mostrou confortável no sistema baseado em três centrais - Tobias, Coates e Mathieu - com bons ganhos defensivos. O grande senão, escreve o jornal, parece ser a pouca apetência dos laterais para se envolverem na manobra ofensiva.

“A Bola” refere que o novo sistema alternativo de Jesus, sendo inédito não é à prova de erros de palmatória, como aqueles que deram origem aos golos do Basileia.

E “O Jogo” sublinhou a falta de rotina e a necessidade de “afinar” o plano B de Jesus.