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Benfica “perplexo” com acordão do processo Apito Final e pondera recorrer

“O Benfica não conhece o acórdão. Quando tiver acesso ao mesmo tomará uma posição final sobre o assunto”, disse fonte à “Bola”

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Após anos de polémica, não houve multas, sanções ou pontos subtraídos como resultado do processo Apito Final. O FC Porto e Pinto da Costa foram ilibados pelo Conselho de Justiça. E o Benfica não ficou contente.

De acordo com a “Bola” esta segunda-feira, a direção dos encarnados ficou “perplexa” com a decisão tomada pelo Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol. O clube está até a ponderar recorrer do acordão.

“O Benfica não conhece o acórdão. Quando tiver acesso ao mesmo tomará uma posição final sobre o assunto”, disse fonte do clube ao desportivo.

“O Benfica manifesta a sua indignação e perplexidade por uma decisão tardia e incompreensível, que procura limpar algo que toda a gente sabe que aconteceu e, pior, suscita as mais variadas questões”, apontou a mesma fonte.

O processo Apito Final remonta a 2007. Na época, Pinto da Costa e o árbitro Augusto Duarte foram acusados de terem combinado o resultado de um jogo do FC Porto com o Beira-Mar em 2004. A acusação foi baseada em escutas telefónicas e no testemunho de Carolina Salgado, ex-mulher de Pinto da Costa.

Em 2008, o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol suspendera o presidente do FC Porto por dois anos e aplicara-lhe uma multa de dez mil euros; FC Porto perdera seis pontos e levara uma multa de 150 mil euros. O árbitro Augusto Duarte fora suspenso por 6 anos.

Os dois arguidos recorreram da decisão do Conselho de Disciplina e ganharam o processo, como veio a público no domingo.

Segundo o orgão da Federação, as escutas telefónicas são ilegais e o testemunho de Carolina Salgado não tinha credilidade suficiente.

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