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Presidente da Federação Espanhola de Futebol detido por suspeitas de corrupção

Ángel María Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol, e o seu filho, Gorka Villar, foram detidos pela Guardia Civil esta terça-feira, no âmbito de uma operação anticorrupção

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FABRICE COFFRINI/Getty

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Ángel María Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol há 29 anos, e o seu filho, Gorka Villar, foram detidos pela Guardia Civil esta terça-feira, no âmbito de uma operação anticorrupção. São suspeitos de gestão económica danosa e de terem desviado fundos dos cofres da federação para os próprios. Esta notícia é avançada por vários meios de comunicação espanhóis.

Neste momento, de acordo com o “El País”, ainda estão a decorrer uma série de buscas pelo país, o que deverá levar à detenção de mais nomes ligados mundo desportivo. O matutino fala em uma dezena de detenções.

Ángel Villar, visto por muitos espanhóis como o presidente eterno da federação de futebol do país, está também a ser investigado por ter oferecido bónus - o que em específico não é revelado - a líderes regionais da La Liga, para que estes o mantivessem naquele cargo.

Em maio deste ano, Villar viu renovado o seu mandato de quatro anos à frente da Federação Espanhola - pela oitava vez. Quando foi reeleito, o dirigente desportivo próximo de muitos nomes dos cargos dianteiros da FIFA disse que este seria o seu último mandato.

Gorka Villar, filho do presidente da Federação Espanhola de Futebol, também não é um perfeito desconhecido. Apesar de não ter nenhum vínculo oficial para com a organização, o filho de Ángel Villar esteve envolvido em várias decisões e iniciativas da federação nos últimos anos.

Por exemplo, lembra o “El País”, Gorka trabalhou na candidatura Ibérica conjunta de Portugal e Espanha pela organização do Mundial de 2018 - esta iniciativa está sob investigação pela justiça suíça devido à suspeita de pagamento de comissões de favorecimento.

O nome de Gorka Villar já tinha surgido associado a processos de corrupção no ano passado. Eugenio Figueredo, presidente da federação sul-americana de futebol, foi extraditado da Suíça para o Uruguai em dezembro de 2016, após ter confessado vários esquemas de corrupção com os quais compactuou durante os 20 anos que esteve à frente daquela federação. Um dos nomes referenciados foi o de Gorka Villar.