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Mais detalhes sobre CR7 no tribunal: “Sei que ganho bem, mas todos sabem que a minha ética é pagar”

“Paguei tudo em 2014. Não percebo muito disto, tenho o sexto ano de escolaridade e a única coisa que sei é jogar bem futebol”, disse o internacional português durante a audiência, de acordo com a agência EFE

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Juan Medina

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Passados quatro dias de se ter apresentado para prestar declarações no Tribunal de Instrução n.º1 de Pozuelo Alarcón, em Madrid, continuam a vir a público as palavras (de indignação) de Cristiano Ronaldo perante a juíza Mónica Gómez Ferrer.

A agência noticiosa EFE avançou esta quinta-feira mais pormenores sobre o que passou na hora e meia em que o internacional português prestou declarações.

A dado momento, Cristiano Ronaldo terá chegado mesmo a dizer: “Sei que ganho bem, mas todos sabem que a minha ética é pagar. Por isso, não sei muito bem o que faço aqui. Todos os meus assessores, o próprio Manchester, o Real Madrid, dizem-me que não fiz nada de mal, que fiz as coisas com boas intenções, que não tenho culpa de nada. Na verdade, não sei o que faço aqui.”

Tal como já era público, CR7 sublinhou que pagou os seus impostos “sempre, sempre. Em Inglaterra e em Espanha”. “E sempre pagarei. Como sabem, não posso ocultar nada, seria ridículo da minha parte. Sou um livro aberto. Não há nada mais fácil do que entrar no Google e sabe-se tudo do Cristiano. Na revista 'Forbes', por exemplo, sai tudo o que ganho”, disse.

Cristiano Ronaldo foi ouvido no âmbito de uma acusação por quatro delitos fiscais no valor de 14,7 milhões de euros. Este montante é relativo ao valor recebido pelos seus direitos de imagem entre 2011 e 2014.

“Paguei tudo em 2014. Não percebo muito disto, tenho o sexto ano de escolaridade e a única coisa que sei é jogar bem futebol. E, se os meus assessores me dizem ‘Cris, não há problema’, então acredito neles”, disse o internacional português, de acordo com a EFE.

Consternado com toda a situação, Cristiano Ronaldo chegou, durante a audiência, a pedir à juíza que lhe olhasse “nos olhos”, enquanto lhe dizia “a verdade”.

“Se estou a mentir, chame-me aqui novamente e penalize-se. Digo a verdade. Sempre pedi às pessoas que trabalham para mim que pagassem os devidos impostos em cada país e que não fizessem nenhuma parvoíce. Nunca quis pagar menos impostos. Sempre quis pagar o que diz a lei”, frisou.