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André Gomes: “Era portista em miúdo, mas nunca fui fanático por um clube, nunca deixei de comer caso a minha equipa perdesse”

Formado no FC Porto, André Gomes parece ter fugido ao seu ‘primeiro amor’ e só ter ficado mesmo apaixonado pelo seu segundo clube português: o Benfica. O internacional português regressa a Lisboa na quarta-feira, para defrontar o Sporting, ao serviço do Barcelona, para a Liga dos Campeões

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André Gomes “podia ter saído” do Barcelona este verão, mas escolheu ficar. O médio português, em entrevista ao jornal “A Bola” esta segunda-feira, diz que ficou para mostrar o que vale e que não está “acomodado”. E as exibições conseguidas neste arranque da época são a prova disso.

De feitio quase estóico, o médio português revelou em entrevista que nunca se deixou de contagiar pelo fanatismo no futebol.

“As pessoas fazem muita confusão. Joguei no FC Porto vários anos na formação e era portista em miúdo, mas nunca fui fanático por um clube, nunca deixei de comer caso a minha equipa perdesse. Fui do FC Porto e, como é óbvio, fiquei com bastante mágoa por ter saído nas circunstâncias em que saí. Entre aspas, fui mandado embora”, lembrou.

Por isso, não será de espantar que seja no Estádio da Luz que põe as suas apostas de quem quer que ganhe o campeonato.“O Benfica marcou-me. Foi o Benfica que me deu oportunidade de poder jogar na Liga. De jogar na primeira equipa, tenho grandes amigos no Benfica”, lembrou.

Segundo o jogador, “o elo acaba [com o Benfica, por comparação com o FC Porto] por ser bastante maior. E se tiver de escolher um clube para ser campeão não posso dizer nada mais nada menos que quero que o campeão seja o Benfica”, disse.

Ainda na mesma entrevista, deixou vários elogios a Nélson Semedo. “Chamo ‘motoqueiro’ ao Nélson Semedo por causa da velocidade. Tem pilhas, não pára quieto”, contou.