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Dança do varão. Eis o novo desporto internacional... quase olímpico

Após uma batalha de jurídica de 11 anos, a Associação Internacional para as Federações de Desporto (AIFD) concedeu pela primeira vez o certificado de “em observação” a sete eventos de dança do varão

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Nos início dos anos 2000, a dança do varão era uma coisa burlesca, jamais vista como um desporto. Algo que pertencia aos clubes noturnos. Mas o tempo traz novas visões, perspectivas. Em 2017, muitos preconceitos já foram quebrados e a dança do varão foi elevada a um desporto, conta o “The Telegraph” esta terça-feira.

Após uma batalha de jurídica de 11 anos, a Associação Internacional para as Federações de Desporto (AIFD) concedeu pela primeira vez o certificado de “em observação” a sete eventos de dança do varão. Com estes selos, a dança do varão passou a ser reconhecida internacionalmente como um desporto.

Isto quer também dizer que a Federação internacional para a Dança do Varão, criada por Katie Coates, 41 anos, de Hertfordshire, pode agora concorrer ao “selo olímpico” e juntar-se a outros desportos que foram recentemente incluídos na competição, como o karaté, o basebol e o surf.

“Este é um momento importante para eles [federação da dança do varão] e para nós. Faremos tudo o que seja possível para os ajudar a alcançar o seu potencial total (...) e um dia tornar-se parte do programa olímpico“, disse Patrick Baumann, presidente da GAISF.

Desde 2009 que Katie Coates liderava esta batalha pelo reconhecimento da dança do varão como um desporto. Coates riou a federação da dança do varão depois de reunir mais de 10.000 assinaturas.

Segundo o diário britânico, desde que a federação foi estabelecida, a dança do varão como uma modalidade de ginástica desportiva aumentou em muito em popularidade pelo mundo.

“Desde o início dos anos 2000, muitas pessoas começaram a praticar [a dança do varão] como uma prática de fitness e longe do estigma sexual, deixando os saltos altos de fora e tornando-a acessível para qualquer pessoa”, disse Koates ao matutino.

“Sinto que nós alcançamos o impossível, todos disseram-nos que não seríamos capazes de conseguir que a dança do varão fosse reconhecida como um desporto”, acrescentou.