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Na hora de votar no melhor do mundo, Messi e CR7 foram estratégicos. Nenhum votou no outro

Tite, selecionador brasileiro, optou por CR7 para melhor jogador do ano, dando-lhe cinco pontos, em prol de Neymar, que recebeu só três

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BEN STANSALL

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Não foi por acaso que Cristiano Ronaldo falou em Lionel Messi e Neymar na segunda-feira, depois de receber o prémio de melhor jogador do ano da FIFA pela quinta vez. Ele sabia que os dois jogadores eram os seus principais rivais naquele troféu. Melhor: os três sabiam que eram os principais rivais uns dos outros…

Por isso, na hora de votar, todos foram estratégicos. De acordo com o registo de votos da FIFA, CR7 optou por dar os seus pontos a três colegas de equipa: Modric, Sergio Ramos e Marcelo. Messi, por sua vez, fez o mesmo: Luis Suárez, Iniesta e Neymar. Ou seja, nenhum dos dois jogadores quis dar pontos ao rival direto. (Neymar não votou, pois é Dani Alves o capitão da seleção canarinha.)

Fernando Santos, a título de selecionador nacional, terá tentado ser um pouco mais justo: deu cinco pontos a Ronaldo, três a Modric e deixou um para Messi. (Mas também não quis deixar qualquer vantagem ao argentino.)

A título de curiosidade, podemos ver que ao nível dos Países de Língua Portuguesa (PALOP) a vitória de Cristiano Ronaldo não foi unânime. Luiz Pelliser, selecionador Angolano, não escolheu CR7 para nenhuma posição e deu mesmo cinco pontos a Messi, por exemplo.

Já Tite, selecionador brasileiro, optou por CR7, dando-lhe cinco pontos, em prol de Neymar - a prata da casa -, que recebeu só três.

Abel Xavier, selecionador de Moçambique, deu cinco a Ronaldo, três a Messi e um a Neymar.