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Francisco J. Marques defende diretor-geral do FC Porto: “Investigação não irá resultar em nada”

Luís Gonçalves excedeu-se, segundo Francisco J. Marques, quando disse ao árbitro Tiago Antunes que este ia ter uma carreira curta

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Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, jogou, na terça-feira à noite, à defesa de Luís Gonçalves, diretor-geral do FC Porto. Veio a público ontem que Gonçalves está a ser investigado pelo Ministério Público devido a suspeitas de “corrupção ativa”.

Durante a sua participação no programa "Universo Porto da Bancada", do Porto Canal, o responsável do FC Porto sublinhou que “as investigações devem ser todas levadas ao fim” e assegurou que o FC Porto e Luís Gonçalves “não têm nada a temer”.

“Todos nos lembramos do jogo em Braga, na época passada [empate 1-1], em que, no final, naquela altura de cabeça quente, o engenheiro Luís Gonçalves excedeu-se e teve uma frase que foi motivo para que ele tivesse cumprido um castigo [o Conselho de Disciplina da Federação castigou Luís Gonçalves com 30 dias de suspensão]”, lembrou J. Marques.

Luís Gonçalves excedeu-se, segundo Francisco J. Marques, quando disse ao árbitro Tiago Antunes que este ia ter uma carreira curta. Depois, por coincidência, aconteceu que ele fosse mesmo descido de divisão.

“É preciso perceber se a despromoção do árbitro Tiago Antunes teve interferência do engenheiro Luís Gonçalves, ou seja, se após ter dito aquela frase, [ele] falou com alguém, mexeu algum cordelinho, exerceu algum tipo de influência que causasse a despromoção do árbitro. Ele não fez nada disso, portanto, isto irá, naturalmente, não resultar em nada”, disse.

Mais: “O FC Porto quer que todas as investigações vão até ao fim. Não vamos aqui reclamar de uma investigação rápida nem lenta, nós reclamamos é uma investigação eficaz, correcta, que permita perceber a verdade, porque estamos completamente tranquilos e completamente à vontade”, garantiu.