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Sporting marcou nas alturas, dragões batem-se com o Portimonense e Tarantini lança livro sobre gestão de final de carreira

O médio Tarantini, capitão do Rio Ave, apresentou na quinta-feira, no Porto, o livro ‘A Minha Causa’, que pretende sensibilizar e ajudar jogadores de futebol, e desportistas em geral, a gerir as expectativas e o final de carreira

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HUGO DELGADO/LUSA

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Bom dia,

estes são os principais da imprensa desportiva esta sexta-feira:

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FC Porto enfrenta Portimonense no caminho para os oitavos de final da Taça de Portugal

FC Porto, líder da I Liga de futebol, e Portimonense, 12.º classificado, disputam hoje o acesso aos oitavos de final da Taça de Portugal, fase a que os ‘dragões’ tentam regressar, depois da eliminação precoce na última temporada.

Ausentes da final desde 2015/16 e sem vencer a prova desde 2010/11, os ‘azuis e brancos’ procuram juntar-se ao Sporting, quer foi a primeira equipa a qualificar-se para a ronda seguinte, ao bater em casa o Famalicão, por 2-0, na quinta-feira, no jogo de abertura da quarta eliminatória.

Para este encontro com a formação algarvia, três vezes semifinalista na década de 1980, o técnico do FC Porto, Sérgio Conceição, continua a não poder contar com os lesionados Otávio, Marega e Soares, aos quais se juntou Herrera.

FC Porto e Portimonense defrontam-se pela terceira vez na prova, depois de duas eliminatórias favoráveis os 'dragões' - goleada por 13-1, em 1956, e triuinfo por 2-0, em 1985. Já esta temporada, o FC Porto bateu em casa a equipa de Portimão, por 5-2, em jogo da sétima jornada do campeonato.

O encontro realiza-se a partir das 20:30, com arbitragem de Artur Soares Dias, da associação do Porto.

Tarantini lança livro sobre gestão do final de carreira desportiva

O médio Tarantini, capitão do Rio Ave, apresentou na quinta-feira, no Porto, o livro ‘A Minha Causa’, que pretende sensibilizar e ajudar jogadores de futebol, e desportistas em geral, a gerir as expectativas e o final de carreira.

O livro, publicado pela Oficina do Livro na terça-feira e hoje apresentado no Porto, reúne as ideias principais de um projeto lançado em 2016 por Tarantini, nome pelo qual é conhecido o futebolista Ricardo José Vaz Alves Monteiro, de 34 anos, que alinha no Rio Ave desde 2008/09.

“Este projeto incide em despertar uma geração de pessoas para o problema que são as transições de carreira, principalmente a transição de final de carreira”, referiu à Lusa Tarantini, que destacou o peso que a “ilusão de chegar ao topo” tem na tomada de decisões de jovens jogadores e profissionais de futebol, acabando muitas vezes com dificuldades financeiras depois de abandonarem os relvados.

A ideia de publicar o livro surgiu “numa das palestras” que costuma ministrar junto de clubes, escolas e outras circunstâncias, na qual “um dos miúdos sugeriu a inclusão da mensagem no Plano Nacional de Leitura”.

Segundo o médio, “a partir dos 14 ou 15 anos já começam a perceber o problema, numa altura ideal não só para eles como para os pais”, mas o jogador do Rio Ave considera que um maior envolvimento dos clubes na gestão da vida pessoal dos atletas “era fundamental”.

“Não verem só o jogador como mercadoria e terem essa preocupação. Basta ver todos os jogadores que passaram pela formação dos clubes e ver o que estão a fazer agora. Se tanto falam que também se formam homens pelo desporto, vamos ver isso. É um indicador claro”, afirmou o futebolista, que explica que é essencial que os jovens se questionem “se vale a pena apostar tudo” no desporto como rumo para a vida.

Os clubes têm “um papel muito importante”, através dos dirigentes e treinadores envolvidos na formação e nos balneários das equipas sénior, das ligas profissionais aos amadores, mas também “os empresários e a família, que no caso dos mais novos são os mais influenciadores”.

Da parte de clubes, treinadores e professores, tem recebido “muito ‘feedback’”, mas menos contacto no que toca aos colegas de profissão.

“O menor que tenho tido, e deixa-me um pouco preocupado, é dos próprios profissionais, tirando o meu balneário. Levanto duas hipóteses: ou o problema não está a ser bem interpretado ou então a existência de algum distanciamento”, acrescentou.

Tarantini gostaria que o projeto evoluísse até “uma junção de forças, porque a causa precisa de mais gente”.

“Precisava de mais gente, com outro poder, e jogadores de outros níveis, para podermos mostrar que este problema é real”, atirou, explicando que é “diferente se for o Tarantini ou o Cristiano Ronaldo a falar disto”.

O projeto, a que chama a “causa” de sensibilização perante o futebol e o desporto em geral, assenta agora em quatro eixos, com as palestras e o livro a juntarem-se à investigação e à produção de documentários.

Depois de se tornar mestre em desporto pela Universidade da Beira Interior, o jogador já iniciou o doutoramento com o objetivo de “divulgar dados mais fidedignos sobre a vida dos jogadores portugueses” e o perfil de carreira.

No lado dos documentários, o objetivo é “fazê-los bem feitos, à imagem do que se faz, por exemplo, na liga inglesa, e que têm um grande impacto na sociedade”, ainda que acarretem “custos financeiros brutais”, o que o levou ao contacto com “várias televisões”.

O trabalho é, então, “uma bola de neve que vai crescendo”, para que as pessoas possam “perceber realmente a mensagem por detrás”, que se baseia nas "decisões tomadas para a vida".

“Infelizmente, conheci de perto o caso do Fábio Faria, que teve de abandonar a carreira aos 23 anos (por problemas cardíacos), e ele diz que, no fim, a vida é o mais importante de tudo”, concluiu.

Questionado sobre o arranque da época do Rio Ave, o ‘capitão’ dos vila-condenses, sextos classificados na I Liga, destacou um “arranque positivo” e com “muitos desafios, com uma ideia de jogo trazida pelo Miguel Cardoso que foi aceite pelos jogadores”.

“É uma ideia de jogo que nos valoriza enquanto jogadores, o que vem também na sequência do ano passado”, apontou o médio, que alinhou em 13 partidas esta temporada.

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