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“O novo Apito Dourado” ou o “polvo pariu um rato”? Eis os destaques do primeiro programa “Chama Imensa”

De acordo com a tese encarnada, os suspeitos do “novo Apito Dourado” são “os mesmos do outro”. Como no passado, Pinto da Costa é o líder. A seu lado tem Luís Gonçalves, diretor-geral do clube, e Joaquim Pinheiro, vice-presidente do FC Porto

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PAULO DUARTE

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O Benfica começou a revelar os primeiros detalhes do “novo Apito Dourado” na segunda-feira, mas a realidade mostrou-se inferior às expectativas criadas em torno da estreia do programa “Chama Imensa”, na BenficaTV. Para já, as revelações não tiveram a mesma abrangência que o dito “caso dos emails” - o Benfica divulgou uma tese, mas não provas.

Em reacção ao primeiro episódio, Francisco J. Marques, diretor de Comunicação do FC Porto, reagiu às acusações do Benfica pelas redes sociais com ironia. “Vozes de burro não chegam a Istambul... O polvo pariu um rato e até o rato é da treta”, escreveu.

Segundo as águias, após um conjunto de investigações e denúncias, não há dúvidas de que se está perante um “Futebol Clube do Polvo”. “Isto não tem nada a ver com o FC Porto, que é uma instituição histórica e digna. Estou a falar do Futebol Clube do Polvo, que nasceu há cerca de 30 anos e tem servido de fachada por certas pessoas para práticas criminosas, enriquecimento ilícito e que está a tentar ressurgir a toda a força”, começou por dizer José Marinho, responsável de comunicação dos encarnados, na BenficaTV.

De acordo com a tese encarnada, os suspeitos do “novo Apito Dourado” são “os mesmos do outro”. Como no passado, Pinto da Costa é o líder. A seu lado tem Luís Gonçalves, diretor-geral do clube, e Joaquim Pinheiro, vice-presidente do FC Porto.

“O primeiro é delegado ao jogo para estar no próximo no relvado a condicionar e coagir os árbitros”, acusou Marinho. “O segundo é irmão de Reinaldo Teles e familiar do delegado da Liga, Rui Pinheiro”, disse.

A acusação encarnada: através de Carlos Carvalho, presidente do conselho de arbitragem da associação do Porto, e Sérgio Pereira, vice-presidente do mesmo conselho de arbitragem, o FC Porto “controla” o AF Porto.

“Todos estes elementos tentam ajudar a controlar os árbitros. O esquema está tão bem montado, que até os motoristas da AF Porto são escolhidos a dedo. Eu dou um exemplo, Fábio Nastro – ex-árbitro da AF do Porto – é motorista do árbitro Rui Costa e é uma pessoa muito próxima de António Perdigão [ex-árbitro que esteve envolvido no caso Apito Dourado]”, denunciou.

Os tentáculos do poder chegam ainda ainda mais longe: até Braga. Monteiro da Silva, vice-presidente do conselho de arbitragem AF de Braga, foi também acusado de ser influenciado pela estrutura dos dragões.

“Monteiro da Silva é ainda considerado pelas pessoas que denunciaram esta situação padrinho de dois árbitros da 1.ª categoria: Luís Ferreira e Vítor Ferreira”, atirou José Marinho.

“Luís Ferreira que não desceu de divisão por décimas, mas quem é que desceu afinal… Jorge Ferreira, um dos árbitros que foi criminalmente exposto pelo diretor de comunicação do FC Porto e de que o clube não gosta, ou seja, é preciso fazer alguma coisa para fazê-lo descer. Um árbitro que foi alvo de inúmeras ameaças. Era importante que Luís Ferreira se mantivesse na mesma categoria, isto porque, eu não sei se lembram, mas este árbitro esteve no Benfica-Boavista do ano passado, que teve três golos do Boavista”, sustentou.