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Escândalo de doping volta para assombrar Justin Gatlin

De acordo com uma investigação do jornal britânico “Telegraph”, Gatlin poderá ter infringido as regras olímpicas na conquista da medalha de ouro nos 100 metros nos Mundiais de Atletismo de 2017

Expresso

Bruna Prado

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O currículo de todos os atletas de alta competição está sempre debaixo da sombra de suspeição do doping. E o atleta norte-americano Justin Gatlin, que conquistou a medalha de ouro nos 100 metros nos Mundiais de Atletismo de 2017, não é uma excepção.

De acordo com uma investigação do jornal britânico “Telegraph”, Gatlin poderá ter infringido as regras olímpicas para conquistar esta última medalha.

Pelo menos, foi o que disse o seu treinador, Dennis Mitchell, aos jornalistas.

Um grupo de jornalistas do “Telegraph” fez-se passar por representantes de um ator que estaria a preparar-se para um papel e teve uma reunião com o treinador do atleta norte-americano.

Durante o encontro, Mitchell ofereceu-se para vender e administrar testosterona e hormonas de crescimento a esse suposto ator, por cerca de 212,2 mil euros. Mais: para validar esse recurso, o treinador terá garantido que a administração deste tipo de drogas é comportamento generalizado no mundo do desporto - até o próprio Justin Gatlin faria uso desse tipo de tratamentos.

Após esta reportagem ter vindo a público, a Associação Internacional de Federações de Atletismo e a Agência Anti-Doping dos Estados Unidos abriram uma investigação a Gatlin e ao seu treinador.

Entretanto, Justin Gatlin já veio a público desmentir o uso de drogas ilegais e despediu Dennis Mitchell, treinador com quem trabalhava há mais de cinco anos.