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Bas Dost sofreu penálti? Mas não estava em fora de jogo? E o que se passou com Oliver (os casos do clássico vistos por especialistas)

Todos os especialistas concordam: houve um penálti logo aos cinco minutos que ficou por assinalar sobre Bas Dost

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A nova dupla atacante do Sporting: Rúben Ribeiro e Bas Dost

PATRICIA DE MELO MOREIRA/GETTY

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Um clássico sem polémica não é um clássico. E um clássico que só ficou decidido nos penáltis mais polémica ainda tem. Eis as principais jogadas duvidosas do embate entre o FC Porto e o Sporting na quarta-feira à noite, aos olhos de alguns especialistas em arbitragem.

Era penálti?

O Sporting ganhou nos penáltis, mas podia ter ganho nos 90 minutos, caso o puxão de Danilo sobre Bas Dost, logo aos cinco minutos de jogo, tivesse sido assinalado - e o remate da marca de grande penalidade tivesse sido convertido.

Para todos os especialistas que escrevem esta quinta-feira nos jornais nacionais, esta foi a principal falha do árbitro Nuno Almeida no clássico.

“Danilo agarrou Bas Dost de forma ostensiva: primeiro puxou com a mão direita e, depois, envolveu o holandês com o braço esquerdo, impedindo a sua movimentação e provocando a sua queda. Bas Dost parece adiantado no momento do cruzamento e isso terá justificado a não intervenção VAR. Falta de Danilo acontece, no entanto, antes de Bas Dost tomar parte activa no jogo (alterações às Leis de Jogo 2017). Ficou penálti por assinalar”, explica Jorge Faustino, ex-árbitro de futebol, no “Público” esta quinta-feira.

Os três especialistas do desportivo o “Jogo” - Jorge Coroado, ex-árbitro internacional, José Leirós, comentador de arbitragem, e Fortunato Azevedo, ex-árbitro - também alinharam pelo mesmo tom.

Todos alertaram para o facto do internacional holandês estar fora de jogo no início do lance, mas, tendo em conta as regras atuais do jogo, deveria ter sido assinalada grande penalidade.

Golo anulado a Soares

Soares marcou, ao minuto 37, os adeptos celebraram, mas o VAR acabou por anular o tento. Neste lance, a opinião dos especialistas não é consensual.

“Soares, a passe de Sérgio Oliveira, apareceu isolado frente a Rui Patrício, introduzindo a bola na baliza. Lance inicialmente validado, mas que o VAR acabou por anular. Lance dúbio, mas no qual se aceita a decisão final do VAR”, segundo Jorge Faustino, ex-árbitro de futebol.

Jorge Leirós, por sua vez, viu a jogada de uma forma diferente. “No momento do passe, Soares estava em linha com o penúltimo adversário. Bem assinalado pelo assistente, mal erro do VAR”, escreveu no “Jogo”.

Cartão vermelho para Oliver?

Oliver, ao minuto 50 do jogo, cometeu uma falta dura nas costas de Rúben Ribeiro, cortando a possibilidade de um ataque prometedor. Para Jorge Faustino, “foi correcta a exibição do amarelo por comportamento antidesportivo”.

Contudo, os três especialistas do “Jogo” entendem que ficou por mostrar o cartão vermelho. “Oliver atinge deliberadamente Battaglia com o cotovelo. Atitude de conduta violenta - cartão vermelho para mostrar”, escreveu José Leirós.