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“Épico”, “embaraçoso”, “fracasso”, “erro colossal”: Zidane está como Ícaro e agora é sempre a cair

Os desportivos espanhóis diagnosticam, esta quinta-feira, uma crise em território madrileno. “Épico e embaraçoso”, escreve a “Marca”, “Nem Liga nem Taça do Rei”, aponta o Mundo Desportivo

Lusa e Expresso

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Nas últimas duas épocas, o Real Madrid, orientado por Zinedine Zidane, subiu ao céu e, com todos os troféus conseguidos, o ego do clube aproximou-se, talvez, demasiado do sol. Como aconteceu a Ícaro, as suas asas começaram a derreter esta época.

A queda já estava à vista, tendo em conta o baixo rendimento na Liga e as dificuldades que os espanhóis sentiram na fase grupos da Champions, mas a eliminação na Taça do Rei, na quarta-feira à noite, tornou tudo mais grave.

A jogar em casa, o Real Madrid perdeu por 2-1 com o Leganés, 13º classificado da liga espanhola. Os jogadores do merengues foram assobiados e vaiados no final do encontro.

Os desportivos espanhóis diagnosticam, esta quinta-feira, uma crise em território madrileno. “Épico e embaraçoso”, escreve a “Marca”, “Nem Liga nem Taça do Rei”, aponta o Mundo Desportivo.

“Foi um fracasso claríssimo para mim”, confessou Zidane, no final do encontro.

Erro crasso

Zinedine Zidane cometeu um erro simples que lhe custou o jogo: decidiu dar descanso a Cristiano Ronaldo e a Gareth Bale, quiçá pelo facto de a sua equipa ter vencido na primeira mão por 1-0, mas o Leganés entrou decidido a vender cara a eliminação e, aos 31 minutos, abriu o marcador por Javier Eraso.

Um erro defensivo fatal da defesa madridista, fruto de um desentendimento entre o lateral direito marroquino Hakim Achraf e o central Nacho, deixou a bola fugir para Eraso, que ainda longe da baliza aplicou um remate sensacional que resultou num golo de levantar o estádio.

Na segunda parte, o Real Madrid voltou a estar em vantagem na eliminatória logo aos 47 minutos, quando o francês Karim Benzema ‘picou’ a bola por cima do guarda-redes do Leganés, já de ângulo apertado, após desmarcação a passe de Lucas Vázquez.

No entanto, o Leganés não acusou o golpe e reagiu de imediato procurando chegar ao golo que lhe daria a passagem da eliminatória, e oito minutos volvidos o médio brasileiro Gabriel recolocou a equipa em vantagem com um golpe de cabeça após a execução de um pontapé de canto, com responsabilidades, mais uma vez, da defesa madridista.