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Caso Tanaka. Bruno de Carvalho está a ser investigado por comissões em transferências de jogadores

Investigação já está numa fase bastante avançada, escreve o “Correio da Manhã”. Uma das situações relatadas está relacionada com a transferência do ex-jogador do Sporting, Tanaka, em 2014

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MANUEL DE ALMEIDA

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Há duas investigações a decorrer no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP), neste momento, em que Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, é o principal suspeito. Na segunda-feira, o “i” avançou que BdC está a ser investigado por tráfico de influências.

Hoje, terça-feira, o “Correio da Manhã” conta que o presidente leonino também está a ser investigado no DIAP de Lisboa pelo eventual recebimento de comissões em transferências de jogadores, através de pagamentos feitos via sociedades com sede em paraísos fiscais.

Pelo que o matutino apurou, a investigação, que teve origem numa denúncia, já está numa fase bastante avançada. Uma das situações relatadas está relacionada com a transferência do ex-jogador do Sporting, Tanaka.

Em 2014, Tanaka terá sido proposto ao Sporting por 500 mil euros, mas o clube de Alvalade acabou por pagar 750 mil.

No ano passado, o MP recebeu uma denúncia que indicava que João Carlos Pinheiro, empresário de jogadores que esteve registado na Guiné-Bissau, intitulou-se representante de Bruno de Carvalho na compra de Tanaka e pediu dinheiro – um extra de 250 mil euros – ao agente Paulo Emanuel Mendes. Esse valor seria entregue ao presidente leonino, depois de passar por uma sociedade em Cabo Verde.

Esta denúncia foi feita por Pereira Cristóvão, ex-presidente da Assembleia Geral do Sporting, e deu entrada na Procuradoria-Geral da República no dia 7 de julho.

Segundo o “CM”, neste momento, estão em marcha perícias financeiras para seguir o rasto das transferências e apurar quem é o último beneficiário das mesmas; a investigação passa pelo levantamento de sigilos bancários em Portugal e no estrangeiro, através da cooperação judiciária internacional.