Tribuna Expresso

Perfil

Revista de Imprensa

O que será, então, o gabinete de crise do Benfica?

Quem fizer acusações de corrupção no Benfica nos próximos tempos, irá receber logo uma queixa-crime lançada pelo “gabinete de crise”, anunciado no fim de semana por Luís Filipe Vieira

Expresso

Tiago Petinga

Partilhar

O estado de urgência que o Benfica vive nestes dias, depois do surgir do caso e-toupeira, é tão grande que o anúncio feito por Luís Filipe Vieira no último fim de semana, da criação de um “gabinete de crise, apanhou de surpresa algumas pessoas do próprio clube, escreve o “Record” esta segunda-feira.

Pelo que desportivo apurou, a equipa do gabinete de crise será formada por elementos de estrutura encarnada, mas não só: as águias deverão ir ao mercado “reforçar a sua equipa jurídica”.

O Benfica, através do gabinete de crise, irá monitorizar todas as manifestações de pessoas e entidades que, no entender do clube, possam pôr em causa o nome do Benfica, ‘disparando’ com queixas-crime. Ou seja, quem levantar suspeições ou fizer acusações de corrupção terá de as provar em tribunal.

Desde que surgiu o caso dos e-mails, lembremos, a defesa do Benfica tem sido liderada pelo escritório de advogados de João Correia, antigo secretário de Estado da Justiça.

  • Luís Filipe Vieira ao ataque: “Acabou a paródia que tem sido instalada à conta do Benfica”

    Benfica

    Depois do Benfica-Aves (2-0), Luís Filipe Vieira apareceu na sala de imprensa do Estádio da Luz para falar sobre o caso 'e-toupeira', numa declaração que não teve direito a perguntas dos jornalistas. Esta foi a primeira vez que o presidente do Benfica falou sobre a operação que tem Paulo Gonçalves, assessor jurídico do clube, como principal arguido, indiciado por um crime de corrupção ativa e quatro de violação do segredo de justiça