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E-mails. Em 2012, “influência” na arbitragem, FPF e comunicação social já era discutida no Benfica

E-mails revelam indícios de que foi o próprio Benfica a pagar as despesas judiciais de dois funcionários da empresa de segurança Prossegur, envolvidos no chamado “caso do túnel”

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Carl Recine

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Cinco anos antes do nascimento do caso dos e-mails, já se previa, no Benfica, que a “influência junto de responsáveis da arbitragem e de outras estruturas do futebol nacional” seria um desafio para o futuro do clube. Esta ideia consta de uma apresentação em Powerpoint, que terá sido apresentado aos quadros da SAD do Benfica a 18 de Junho de 2012, documento este que consta de um novo conjunto de e-mails divulgados pelo blogue Mercado do Benfica, revela a revista “Sábado” esta sexta-feira.

Além de metas desportivas e financeiras, o documento estabelecia como desafio “definir e implementar uma estratégia coerente a cinco anos”, de acordo com a publicação.

Da lista de metas a alcançar, faziam parte o “reforço do controlo/influência nas diferentes áreas do poder na indústria”; o aumento da “influência/controlo sobre o poder”, nomeadamente, na “Federação e respectivos conselhos de arbitragem”, “poder político”, “meios de comunicação/media” e, por fim, “judicial”.

Os e-mails divulgados nesta última leva pertencem a Domingos Soares Oliveira, administrador da SAD do Benfica, e são referentes ao período de 2009 a 2012.

Segundo a “Sábado”, as mesmas mensagens eletrónicas revelam ainda indícios de que foi o próprio Benfica a pagar as despesas judiciais de dois funcionários da empresa de segurança “Prossegur”, envolvidos no chamado “caso do túnel”, que se envolveram em agressões com cinco jogadores do FC Porto.