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Iordanov faz 50 anos. Um presente? "Saúde e muitos anos de vida"

Antigo capitão do Sporting completa este domingo meio século. A esclerose múltipla, que o acompanha desde os 28 anos, "está controlada" mas marca o dia a dia do antigo internacional que voltou à Bulgária onde é diretor desportivo. Iordanov, que "adora" Portugal, ainda usa a primeira pessoa do plural para falar do Sporting.

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Foto DR

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Ivaylo Iordanov faz este domingo 50 anos. O aniversário deve-o passar sem a família, dispersa entre Sófia e Lisboa. O antigo capitão do Sporting, por sua vez, está em Gorna, onde é agora director desportivo do Lokomotiv local.

Um regresso a casa trinta anos depois de deixar o clube. Pelo meio, passou 14 anos no Sporting, onde chegou em 1991. Dez anos como jogador e quase quatro como adjunto da equipa B.

A esclerose múltipla, diagnosticada aos 28 anos, precipitou o fim da carreira. Aos 50 anos, o antigo jogador, numa entrevista publicada este domingo pelo jornal "Record", conta que a doença “está controlada”. "foi importante detetá-la a tempo", regista.

Viver com uma doença sem cura é, contudo, um desafio diário.

“Uma pessoa nunca se habitua”, é “muito difícil”, “estás sempre a pensar que as coisas podem complicar-se”, refere. Talvez por isso, quando lhe falam em presentes, no dia de aniversário, Iordanov saiba o que precisa: “Saúde e anos de vida. E sorte, claro. Sem ela, não temos nada”.

"É o meu segundo país. Adoro Portugal!"

Na entrevista, o internacional búlgaro garante que continua a seguir de perto o Sporting, clube sobre o qual continua a falar como sendo o seu: “Vamos lá ver o que acontece até ao final. Tudo depende de nós”.

“Gostei muito do que fizeram com o Atlético Madrid, mesmo na primeira mão jogaram bem. Foi pena aqueles erros, mas em Alvalade… que grande jogo! Gostei muito", frisou.

Sobre a confusão interna que se seguiu ao jogo de Madrid, Iordanov preferiu não se manifestar. "O meu lema sempre foi trabalhar em campo e falar pouco. O trabalho diz tudo", comenta.

A ligação a Portugal mantém-se próxima. Além dos tratamentos médicos no Hospital de Santa Maria, onde é seguido, o búlgaro tem a filha e a ex-mulher a viver em Lisboa. "É o meu segundo país. Adoro Portugal!", confessa.

Da carreira, que é passada em revista na entrevista, recorda como o pior momento perder o campeonato português para o Benfica em 1994 depois da célebre goleada por 6-3 em Alvalade.

Nesse ano, conseguiria porém um dos maiores feitos da carreira: ter integrado a equipa da Bulgária que conseguiu um histórico quarto lugar no Mundial de 1994. Uma equipa mítica onde pontuavam jogadores como Stoichkov, Kostadinov e um colega de equipa: Balakov.

No Lokomotiv Gorna, que joga na segunda divisão da Bulgária, joga um sobrinho de Balakov. Comparável ao tio? “Naaaa…", responde Iordanov. "O Krassimir [Balakov] era um craque, um craque! Ele está agora perto de mim. Fez como eu e voltou à terra dele. É diretor desportivo do Estar Tarnovo."