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Bruno de Carvalho escreve “a verdade sobre a situação financeira do Sporting”: empréstimos obrigacionistas

Nos últimos meses, o Sporting negociou uma melhoria das condições da sua reestruturação financeira, “não por necessidade de financiamento adicional pelos Bancos (BCP/NB) ou por um falhanço da reestruturação, mas sim pelo sucesso da mesma”, revelou Bruno de Carvalho.

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Depois de nos últimos meses muito se ter especulado sobre a situação financeira do Sporting, havendo, inclusive, notícias de enviados à China à procura de investidores, Bruno de Carvalho, presidente do clube de Alvalade, decidiu dizer “a verdade”. Para isso, optou por publicar segunda-feira um texto de opinião no “Diário de Notícias”. “Da oposição à cartilha, todos vão envenenando a opinião pública”, começa por apontar.

No texto em questão, BdC elenca uma série de números para demonstrar a evolução positiva das contas do clube nos últimos quatro anos. Neste momento, por exemplo, o activo da Sporting SAD ascende a 287 milhões de euros, mais do dobro do que em 2013.

“Em termos de Passivo destaca-se a redução da dívida bancária em 75 milhões de euros desde 2013, 16 milhões dos quais na presente época, o que é uma amortização superior ao que estava previsto no acordo com os Bancos até Junho de 2022”, escreveu.

Não satisfeito com os resultados conseguidos, o Sporting negociou, nos últimos meses, uma melhoria das condições da reestruturação financeira, “não por necessidade de financiamento adicional pelos Bancos (BCP/NB) ou por um falhanço da reestruturação, mas sim pelo sucesso da mesma”, revelou BdC.

Ou seja, o clube de Alvalade recorreu a empréstimos obrigacionistas.

“Consideramos que o ponto de maior importância para os Sócios do Sporting CP é a alteração do valor máximo a pagar para garantir a manutenção da maioria na SAD passando de 44 milhões para 17,5 milhões, dos quais já temos na conta reserva 5 milhões e no início da próxima época já teremos a totalidade necessária para garantir a maioria na SAD”, revelou.

Segundo o presidente do Sporting, esta negociação foi conseguida sem aumento das taxas de juros e sem entrega de garantias adicionais aos bancos.

“Isto tudo também serve para "perceber" a posição tornada pública pela Holdimo, com o pedido de uma AG da SAD, pois a mesma percebeu que rapidamente a sua posição ficará diluída (cerca de 10% face aos 26% atuais). No final das contas a verdade é que um investimento em obrigações é bom independentemente da SAD, sendo que inegavelmente, pois contra factos não existem argumentos, as do Sporting ainda se demonstram como um investimento melhor e muito seguro”, justificou.