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“Quem vai comprar obrigações do Sporting?” Agressões em Alcochete prometem abalar finanças do clube

As agressões em Alcochete levantam “questões gravíssimas do ponto de vista contratual” que, culminando em rescisões, “implicarão para o clube a perda do valor dos passes desses jogadores”, disse fonte do clube ao “Diário de Notícias” esta quarta-feira

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Luís Barra

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As agressões que ocorreram na Academia do Sporting, em Alcochete, na terça-feira, podem vir a abalar as finanças do clube de forma drástica, quer na forma de saída a custo zero de vários jogadores, quer na emissão dos empréstimos obrigacionistas que estão previstos para os próximos dias. Fontes próximas da SAD leonina, em declarações ao “Diário de Notícias” esta quarta-feira, falam mesmo em “desastre reputacional”.

Ainda este mês, o Sporting vai tentar levantar quinze milhões de euros - o primeiro de uma série de empréstimos obrigacionistas aprovados na assembleia geral da SAD no mês passado.

De acordo com o matutino, o levantamento deste valor junto do mercado é feito com o objetivo de cobrir obrigações resultantes da dívida do clube ao BCP e ao Novo Banco, cujo reembolso o Sporting conseguiu adiar em seis meses. A procura, contudo, pode ter sido abalada de forma drástica, com o sucedido na terça-feira na Academia do Sporting.

As agressões em Alcochete levantam “questões gravíssimas do ponto de vista contratual” que, culminando em rescisões, “implicarão para o clube a perda do valor dos passes desses jogadores”, disse fonte do clube ao “DN”.

A hipótese de rescisões em massa está a preocupar a Holdimo, maior acionista da Sporting SAD (30%). Em comunicado enviado ao “DN”, a empresa de Álvaro Sobrinho fez um apelo aos jogadores para que “não confundam a árvore com a floresta”.