Tribuna Expresso

Perfil

Revista de Imprensa

A saída de Jesus pode precipitar a queda de Bruno?

Jorge Jesus continua a ter apoios em Alvalade e a sua saída poderá fragilizar, ainda mais, a posição de Bruno de Carvalho, escreve o “Record” esta terça-feira

Expresso

Gualter Fatia/Getty

Partilhar

Há um cordão umbilical invisível que une o futuro de Bruno de Carvalho no Sporting e o de Jorge Jesus. Com o presidente dos leões a apostar numa renovação da sua imagem pública e juntos dos sócios do clube, a menos de um mês da Assembleia Geral extraordinária do Sporting convocada por Marta Soares, a saída (muito de badalada nas últimas semanas) de Jorge Jesus poderá ser letal para a continuidade de BdC na liderança do clube, aponta o “Record” esta terça-feira.

Ao que consta, BdC e Augusto Inácio, o novo diretor-geral para o futebol do Sporting, chegaram à conclusão de que Jorge Jesus é, ainda nesta altura, o elemento mais capacitado para liderar o projeto leonino.

Os motivos são simples: por um lado, não há nomes sonantes de treinadores como o de JJ disponíveis no mercado; por outro, não se sabe ao certo o impacto político que a sua saída poderia ter juntos dos adeptos do clube. Apesar da má época, o técnico português continua a ter apoios em Alvalade e a saída poderá fragilizar, ainda mais, a posição do presidente.

Foi por pouco, lembremos, BdC não cortou o cordão (ou talvez tenha cortado, mas depois foi obrigado a voltar atrás) que o liga a Jorge Jesus, cerca de 24 horas antes dos incidentes na academia de Alcochete. Nesse encontro, de acordo com vários órgãos de comunicação, foi dito ao treinador português que o Sporting já não contava com ele para a próxima época, que receberia uma nota de suspensão/despedimento depois da final da Taça.

A invasão em Alcochete, contudo, como já se sabe, veio a mudar tudo e virou o Sporting de pernas para o ar.

Segundo o desportivo, presidente e treinador já se encontraram após a derrota na final da Taça de Portugal.

Jorge Jesus e restante equipa técnica foram informados, entretanto, de que teriam de se apresentar em Alcochete no dia 21 de junho. Esta informação foi confirmada por Augusto Inácio a todos os elementos da equipa técnica, excluindo Mário Monteiro, o preparador físico que decidiu dar um outro rumo à carreira após o dia de terror na Academia.