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À espera que Bruno saia

Jogadores que deram início a rescisões admitem voltar atrás se o presidente do Sporting sair do clube. Um cenário pouco provável, apesar do maior acionista privado da SAD leonina, a Holdimo, ter dado entrada de uma ação especial para destituir Bruno de Carvalho .

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MIGUEL A. LOPES/LUSA

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A "novela" do Sporting continua a marcar a agenda do fim de semana. Os três diários desportivos chamam à 1ª página as confirmadas rescisões de Rui Patrício e Daniel Podence e adiantam a possibilidade de uma série de outros jogadores seguirem as suas pisadas. Nomeadamente, segundo o "Record", Gelson Martins, Bruno Fernandes, Bas Dost, William Carvalho, Acuña e Battaglia. Aquele jornal destaca que, "somando o valor dos passes de Rui Patrício e Podence aos dos seis futebolístas anteriomente citados atinge-se os 216 milhões de euros, uma quantia que terá impacto previsível na saúde financeira da SAD".

Esta situação poderá ser evitada, se Bruno de Carvalho deixar a direção do clube nos próximos sete dias. O jornal "O Jogo" adianta que os dois jogadores que já apresentaram o pedido de rescisão unilateral com justa causa "admitem sair a bem do Sporting, ou seja transferidos pelos valores que estavam a ser negociados pelo elenco directivo dos leões, caso Bruno de Carvalho saia do clube (...)."

Foi também avançada a notícia de que William Carvalho também tinha apresentado a carta de rescisão, mas o clube nega que tal tenha acontecido e o próprio empresário do jogador, Pere Guardiola "não confirma nem desmente", diz o "Record", mantendo "envolto em dúvidas o futuro do internacional português em Alvalade, onde é um dos capitães de equipa".

Entretanto, a Holdimo, segundo maior acionista da SAD do Sporting, deu entrada nos tribunais com uma ação especial para destituir a administração liderada por Bruno de Carvalho, anunciou Álvaro Sobrinho. Em declarações ao "Diário Económico", o líder da empresa angolana. afirma que esta ação resulta "de uma negação total de uma direção que, por si, acha que é dona de tudo".

Destaque também para o jogo de preparação da seleção nacional frente à Bélgica, às 19h45 (RTP1), ainda sem a participação de Cristiano Ronaldo e para a tirada de humor de Fernando Santos quando questionado se não teme a interferência nos trabalhos da seleção, de "questões laterais" (leia-se, crise no Sporting). O selecionador foi peremptório "Não temo nada. Se temesse, tenho quatro cães. Dois no Alentejo e dois aqui em Cascais. acabava-se o medo seguramente. Não temo nada".