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Alerta bancário levou PJ às buscas no Benfica

Foi com base na denúncia de uma instituição bancária que teve início a última investigação que envolve o Benfica

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Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica

PAULO NOVAIS/LUSA

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À luz da lei do combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, os bancos são sempre obrigados a reportar à justiça todas as operações financeiras que se afigurem suspeitas. Sejam estas de particulares ou de grandes instituições, o crivo legal é o mesmo. De acordo com o “Jornal de Notícias” desta quinta-feira, foi com base na denúncia de uma instituição bancária que a última investigação que envolve o Benfica começou.

A instituição em causa - o matutino não revela a identidade - reportou o movimento de quase 1,9 milhões de euros, com origem na Benfica SAD e na Benfica Estádio SA, para uma empresa de informática, e o posterior levantamento do mesmo montante em numerário. O valor em causa e a forma como depois foi levantado fez soar os alarmes de crime fiscal.

O alerta bancário foi, então, dirigido à Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária e ao Ministério Público, tendo justificado um inquérito “em que se investigam os crimes de branqueamento e fraude fiscal”, confirmou, na quarta-feira, a PGR de Lisboa, em comunicado.

Após as buscas no Benfica, na terça-feira, foram constituídos seis arguidos - “três pessoas singulares e três coletivas” - neste caso.