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Enquanto não houver paz no Sporting, CMVM não aprovará emissão obrigacionista de 15 milhões

Operação deverá ficar “congelada” até que haja sinais de apaziguamento no Sporting, avança o “Jornal de Negócios”

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O rebuliço interno de Alvalade está a afetar todos os setores do Sporting. Como já era público, o clube de Alvalade pretendia fazer uma emissão obrigacionista de 15 milhões no início deste mês. Pelo que apurou o “Jornal de Negócios”, a CMVM não aprovará o prospecto enquanto não houver apaziguamento no clube, algo difícil de acontecer antes da Assembleia Geral marcada para 23 de junho.

Na prática, a operação ficará “congelada” até que haja sinais de paz no Sporting. Questionada pelo matutino, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) apenas disse que está a analisar o processo.

“A emissão do empréstimo obrigacionista encontra-se sujeita a autorização prévia da CMVM que implica também a aprovação de um prospecto. O emitente já entregou uma proposta de prospecto na CMVM”, disse fonte oficial do regulador ao “Negócios”.

“Entretanto foram pedidos esclarecimentos adicionais sobre o mesmo à SAD do Sporting. É normal que o processo conducente à aprovação de um prospecto conheça várias interacções entre a CMVM e os emitentes, no caso em apreço convém ter em conta que têm ocorrido quase diariamente desenvolvimentos informativos em torno da sociedade emitente”, acrescentou.

Após receber o prospecto, a CMVM tem um prazo de oito dias corridos para o aprovar. Contudo, este prazo apenas tem início a partir do momento em que o regulador considera que dispõe de informação completa, lembra o “Negócios”.

À luz do que está a acontecer em torno da SAD leonina, o regulador deverá adiar a sua decisão e dizer que não tem informação suficiente.