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BCP acaba com a concessão de créditos a clubes de futebol

Miguel Maya, presidente executivo do BCP, alterou o regulamento interno do banco que lidera para que este não possa voltar a conceder empréstimos a clubes de futebol

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Com o risco de queda financeira do Sporting a aumentar, devido às rescisões dos principais jogadores do plantel, as instituições financeiras que financiam o clube de Alvalade estão a ficar preocupadas - e demasiado expostas à turbulência peculiar do futebol.

Miguel Maya, o novo presidente executivo do BCP, acaba de inscrever no regulamento interno do banco que lidera que este não pode voltar a conceder empréstimos a clubes de futebol, não só pelo risco que incorporam, mas por não serem o seu core business (atividade estratégica), revela o “Público” esta quarta-feira.

Esta medida não surge agora por acaso. O BCP é um parceiro histórico do Sporting ao nível das finanças.

Segundo o matutino, em setembro de 2017, as responsabilidades financeiras do Sporting perante terceiros atingiam 330 milhões de euros. Deste total, cerca de 220 milhões de euros de dívida da SAD leonina eram ao Novo Banco e ao BCP.

Em 2012, lembra o “Público”, quando o BCP pediu três mil milhões de euros de fundos públicos para se capitalizar através da linha da troika, uma das condições impostas pelas autoridades europeias (em concreto, a DGComp) foi, precisamente, que o banco não aumentasse a sua exposição a clubes de futebol.