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Carlos Queiroz: “Se todos os treinadores que Quaresma teve falassem dele ficariam alguns anos a falar. Todos, desde o Sporting ao FC Porto”

Questionado se o árbitro não teve coragem para expulsar Cristiano Ronaldo, no lance em que recorreu ao VAR, Queiroz não teve medo de atirar culpas. “Absolutamente”, disse

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Hector Vivas

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No final do encontro com o Irão, Quaresma foi questionado sobre se teria algo a dizer algo sobre Carlos Queiroz e este disse que para tal teria de ficar “ali muitas horas”. O treinador português do Irão, em entrevista ao “Público” esta quarta-feira, respondeu-lhe no mesmo tom.

“O Quaresma ainda vai ter de jogar pela minha selecção e não vou tecer muitos comentários. Mas se todos os treinadores que ele teve falassem dele ficariam alguns anos a falar. Todos, desde o Sporting ao FC Porto. É melhor ficarmos por aqui. Se tiver de dizer alguma coisa sobre mim, que tenha coragem e diga agora”, atirou Queiroz.

O ex-selecionador nacional recusou, na mesma entrevista, a ideia que não respeitou os jogadores portugueses. “Como é que eu não os respeitei? Mesmo assim fiquei feliz por três jogadores portugueses me terem cumprimentado no final, o Adrien, o Bruno Alves e o Beto”, disse.

Mesmo assim, contudo, ficaram ressentimentos - com a imprensa e alguns jogadores.

“Não [no final do jogo] cumprimentar um treinador que serviu 12 anos nas selecções portuguesas. Conquistei títulos europeus e mundiais, com reformas e ideias. A história da Federação Portuguesa de Futebol não começou na ilha da Madeira com Cristiano Ronaldo. Começou muito antes. E os valores que eu recebi do José Augusto, do Simões, do Eusébio, do Torres, do Jaime Graça, do Humberto Coelho, do Toni não foram estes. Não estou a dizer que estão errados, apenas que não são os meus e não são os de muita gente”, disse.

“A típica imprensa portuguesa que desde 2010 cada vez que se cruza comigo insinua que eu sou menos português do que os outros”, atirou também.

Questionado se o árbitro não teve coragem para expulsar Cristiano Ronaldo, no lance em que recorreu ao VAR, Queiroz não teve medo de atirar culpas. “Absolutamente. Nem o árbitro nem ninguém. É claro e óbvio que o árbitro depois de ter sido pressionado pela equipa portuguesa não teve coragem. Mas não foi só isso. Logo a seguir o Cristiano interceptou uma bola com a mão no ar e não lhe é mostrado segundo amarelo”, disse.