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Cristiano Ronaldo: “Se só valho 100 milhões de euros é porque não me querem cá”

O presidente do Real Madrid emitiu um documento no início do ano, que acabou por chegar às mãos de CR7, para facilitar a saída do jogador do clube. Por outras palavras: dava o português como perdido para o futebol dos merengues. O preço para a sua venda estava fixado muito, muito, muito abaixo da sua cláusula de rescisão de mil milhões de euros

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Tentaram mumificá-lo, deram-no como morto e esquecido, mas Cristiano Ronaldo voltou sempre: melhor e mais forte. Não foram nove anos fáceis em Madrid, admitamos, desde já. Mas se dependesse do craque português, o seu adeus ao futebol seria feito em Madrid aos 41 anos (sim, aos 41 anos, diz a “Marca”), já que este nunca cederia à tentação dos milhões vindos da China ou dos Estados Unidos.

Cristiano Ronaldo é um idealista, um verdadeiro enamorado do seu desporto, um sonhador. Mas o sonho madrileno acabou, escreve a “Marca” esta quinta-feira. Acabou mais cedo que todos pensávamos, pois já em janeiro, a porta de saída fora-lhe aberta por Florentino Perez. Agora, pode continuar em Turim, na Juventus, outro dos sonhos de menino do madeirense mais famoso do mundo.

Segundo o desportivo, o presidente do Real Madrid emitiu um documento no início do ano, que acabou por chegar às mãos de CR7, para facilitar a saída do jogador - por outras palavras: dava o português como perdido para o futebol dos merengues. O preço para a sua venda estava fixado muito, muito, muito abaixo da sua cláusula de rescisão de mil milhões de euros.

Para Perez, em janeiro, CR7 - que tinha feito uma primeira metade do campeonato fraca - só valia 100 milhões de euros - estava acabado, digamos. Como já sabemos, Cristiano provou, mais uma vez, que todos estavam errados: a segunda metade do campeonato espanhol teve o selo goleador do jogador e a conquista da terceira Liga dos Campeões do clube também.

Em todo o caso, os danos ao ego do jogador já estavam feitos, Perez tinha-lhe estragado o sonho. “Se só valho 100 milhões de euros é porque não me querem cá”, terá dito CR7, ao saber da sua avaliação em janeiro, escreve a “Marca”.