Tribuna Expresso

Perfil

Rogério Casanova

Rogério Casanova penitencia-se pelas piadinhas sobre Rui Patrício (mas não pelas de Jefferson)

O Sporting venceu o Rio Ave mas Rogério Casanova não está feliz com todos os jogadores da equipa: "Uma lobotomia não é necessariamente incompatível com uma carreira de desportista profissional"

Rogério Casanova

Carlos Rodrigues

Partilhar

Rui Patrício

Faz lá piadinhas agora. Faz lá piadinhas agora. Faz lá piadinhas agora. Faz lá piadinhas agora. Faz lá piadinhas agora. Faz lá piadinhas agora. Faz lá piadinhas agora. Faz lá piadinhas agora. Faz lá piadinhas agora. Faz lá piadinhas agora. Faz lá piadinhas agora.

(O resto do castigo continuará offline durante as próximas horas).

Schelotto

Deixem-me contar-vos uma história. Uma vez fui a um bar e houve uma rapariga muito engraçada que me chamou à atenção. Meti conversa com ela, sentei-me e estivemos a brincar e a beber uns copos até às 4h. Rimos, divertimo-nos, foi um fartote. Depois, chega uma outra pessoa, um homem, e leva-a para a casa de banho para fazer amor com ela. Moral da história: qualquer um dos participantes neste episódio fictício seria melhor lateral direito do que Schelotto foi nesta noite.

Coates

Depois de uma sequência incaracterística de exibições menos conseguidas, voltou ao nível habitual. Não perdeu um duelo no corpo a corpo, despejou um carregamento de bolas aéreas, e ainda amolgou um ou dois delinquentes. Há uma cena no filme Os Salteadores da Arca Perdida, em que um espadachim faz uns malabarismos vistosos e inconsequentes, antes de um professor universitário o despachar com um tiro nos cornos. Foi o que Coates fez a Gil Dias ao minuto 80.

Paulo Oliveira

Desde o nome ao penteado, passando pelo estilo de jogo, Paulo Oliveira parece um viajante no tempo. Nada em si transmite a ideia de “futebol moderno”. Pelo contrário, parece um artefacto de uma era mais inocente, antes da Lei Bosman, dos contratos publicitários, dos pacotes TV Cabo, das tranças movidas a energia eólica, e dos alívios de calcanhar em situações de pressão. Sempre que corta uma jogada de perigo ficamos com vontade que a telefonia passe uma música da Kim Wilde, de ouvir a gaita do amolador ao fundo da rua, e de que o Domingo Desportivo comece a tempo e horas no dia seguinte.

Jefferson

Entrou falhando alguns passes curtos que era quase impossível falhar, esteve bem a combinar com Gil Dias no primeiro quarto de hora, dando-lhe espaço suficiente nas costas para o jovem do Rio Ave criar algumas situações de perigo, e provou mais uma vez que uma lobotomia não é necessariamente incompatível com uma carreira de desportista profissional.

Ao intervalo ofereceu a sua pulseira amaldiçoada ao árbitro da partida e fez uma segunda parte muito mais segura, chegando a demonstrar em alguns sprints uma pujança física que não se lhe via desde 2014. Infelizmente, no que terá sido o maior erro em prejuízo do Sporting, o árbitro devolveu-lhe a pulseira no final do jogo.

William

Provocou um suspiro de exasperação colectiva nas bancadas a meio da primeira parte, depois de uma hesitação na saída de bola concluída com um passe semi-disparatado para Jefferson, e parece ter ficado ressentido. Até aí tinha jogado francamente mal; pouco depois passou-se dos carretos, recuperou uma bola, ensaiou um daqueles galopes que normalmente só Coates ou Semedo costumam arriscar, e acabou por criar o lance do golo. Na segunda parte foi o melhor em campo, facto que aqui deixo embrulhado e pronto a arremessar à cabeça de quem discorde.

Gelson

É uma daquelas pessoas com um horror atávico aos silêncios e pausas desconfortáveis, e portanto tenta preencher cada momento com a mais extravagante amálgama de possibilidades: “Oi!”, “Espera!” Tudo bem?” “Tive uma ideia!” “Tive outra!” “Onde vão? Eu vou com vocês!”. É a alegria da festa em dias inspirados; em dias como o de hoje, tem pelo menos o mérito de impossibilitar que alguém consiga ter um segundo de descanso – sejam colegas, adversários ou espectadores.

Adrien

É certo que tem desenvolvido a sua obra um nível abaixo da época passada, e que os seus argumentos não têm sido propriamente irrefutáveis, mas também já era altura de pararem com estes violentíssimos ataques ad hominem sempre que o homem tenta manifestar a sua liberdade de expressão.

Bruno César

Um dia quase anónimo, em que teve o seu momento mais característico já depois do fim da partida, durante a flash interview, quando o treinador praticamente garantiu que na próxima jornada, por causa da suspensão de Adrien, vai ser adaptado à quinta posição diferente esta época.

Alan Ruiz

Muito em jogo nos primeiros minutos, mas hoje, ao contrário do que tem sido hábito, esteve bastante melhor a encontrar os espaços no meio para segurar a bola e fazer projectos do que na consequente distribuição, tendo falhado várias vezes o último passe. Onde não falhou foi a molhar o pincel, pela – salvo erro – terceira ou quarta jornada consecutiva, mostrando-se um digno sucessor de Téo Gutiérrez no aspecto de aparecer no sítio certo para aproveitar ressaltos, recargas, desvios e contingências diversas.

Bas Dost

Como explicaria o candidato Pedro Madeira Rodrigues, o mérito da contratação de Dost cabe à direcção de Dias da Cunha (durante a qual se construiu o estádio onde tem marcado muitos golos), à direção de Godinho Lopes (que permitiu a reestruturação financeira que por sua vez permitiu a contratação) e ao próprio Madeira Rodrigues, que uma vez escreveu um musical, e Bas Dost, como é sabido, também tem direito a uma música especial entoada pelas claques.

Só é pena a direção actual ter provocado este preocupante jejum de golos que se arrasta há mais de noventa minutos.

Bryan Ruiz

O seu nome é Bryan Ruiz, Rei dos Reis.

Desesperai, ó Sócios, Vendo a sua Forma.

Nada subsiste ali. Em torno à derrocada

Da ruína colossal, areia ilimitada

Se estende ao longe, rasa, nua, abandonada.

Há que levantar a cabeça, enquanto a China tem dinheiro.

Podence

É da altura de Giovinco, Aaron Lennon, e Cazorla. É mais baixo que o Valbuena. É mais alto que o Rui Barros. Vai merecer parágrafos muito maiores do que este no futuro.

Palhinha

Não faço ideia, entrou numa altura em que o dono do café desligou o televisor, mas sugiro que os interessados consultem a sua conta no Instagram, a ver se se é possível descortinar algum escândalo.