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Justiça espanhola chama Cristiano Ronaldo a depor a 31 de julho

O El Confidencial avança que a justiça espanhol chamou o capitão da seleção nacional a depor a 31 de julho. Cristiano Ronaldo está a ser investigado por, alegadamente, não ter declarado cerca de 14,7 milhões de euros ao fisco espanhol

Diogo Pombo

PATRICIA DE MELO MOREIRA

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A justiça espanhol terá chamado Cristiano Ronaldo a depor a 31 de julho, em Madrid, no âmbito da investigação da qual o internacional português está a ser alvo por, alegadamente, não ter declarado ao fisco uma verba a rondar os 14,7 milhões de euros, entre 2011 e 2014. A informação é avançada esta terça-feira pelo El Confidencial.

O jornal adianta que o capitão da seleção nacional terá de comparecer às 11h (10h em Portugal Continental) no tribunal de Pozuelo de Alarcón, em Madrid, a 31 de julho. Ou seja, caso Portugal chegue à final da Taça das Confederações, Ronaldo terá, mais ou menos, quatro semanas para preparar a sua declaração. Para dois dias antes, aliás, está agendado um Real Madrid-Barcelona, a jogar em Miami, nos EUA, durante a pré-época.

O El Confidencial citou um porta-voz da Gestifute, empresa de Jorge Mendes que representa Cristiano Ronaldo, que se pronunciou sobre o caso: "Temos diferenças de critério, sim, mas estamos tranquilos porque a atuação do jogador sempre foi limpa e sem ocultar [nada]".

A questão, como adiantou o Expresso, em dezembro, na investigação do "Football Leaks", prende-se com verbas relativas aos direitos de imagem do jogador, que terão sido ocultadas através de várias sociedade com sede nas Ilhas Virgens Britânicas.

O caso está explicado AQUI.

Inicialmente, Ronaldo não terá declarado cerca de 150 milhões de euros ao Fisco espanhol, correspondentes aos ganhos de direitos de imagem. Antes de as investigações da autoridades de Espanha se iniciarem, contudo, em dezembro de 2015, o português terá voluntariamente pagado 5,6 milhões de euros, revelando, também, todos os seus contratos de patrocínios e de imagem, incluindo os que estão ligados às Ilhas Virgens Britânicas.

A Justiça espanhol, porém, considerará que o detentor de quatro Bolas de Ouro não revelou tudo o que devia, ou podia.