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Ronaldo

“Isto do Ronaldo é a sério? Ele come tudo? O Zidane vinha cá sempre, sentava-se à vista de todos, sem problema”

O Ristorante da Angelino, em Turim, é um museu com histórias e dezenas de fotografias imprevisíveis: nos anos 90, os craques da Juventus passaram lá todos - e até Maradona. Numa das paredes está uma camisola de Cristiano Ronaldo e em breve pode estar outra mas com Ronaldo escrito numa camisola com as cores da Juve

Reportagem Hugo Tavares da Silva (enviado a Turim)

Zidane, o chefe

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Foi preciso uma massa divina, uns cogumelos fritos, dois pequenos jarros de vinho e dois cafés para dominarmos a arte de ultrapassar a barreira da cortesia e saltarmos para o livro de histórias que sai das bocas de Carlo e Mauro. Esta dupla, que só não faz lembrar Vialli e Ravanelli porque Mauro, o filho do dono, ainda não tem cabelos brancos, trabalha no Ristorante da Angelino há muito tempo, uma espécie de segunda ou terceira casa para os jogadores da Juventus. Pelo menos a julgar pelas fotografias dos anos 80 e 90 que escondem as paredes brancas.

A sala estava quente e vazia. Escolher vinho tinto talvez não tenha sido brilhante. Lá fora, Turim respirava melhor. À medida que a noite caía, os carros desapareciam, a brisa era agradável, o que era verde descansava e os grilos berravam mais alto. Soava a campo. O restaurante fica na Corso Moncalieri, muito perto do Parco del Valentino, que vive encostado ao Rio Pó. Este parque, construído em 1856 e com cerca de 420 mil metros quadrados, é o mais velho e famoso da cidade, onde mora o Castelo Valentino. É uma zona agradável.

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