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Fernando Santos: num peito cheio não cabe a presunção

O selecionador nacional lançou o jogo desta terça-feira (19h45) contra a Suíça e deixou um aviso: a confiança é boa, mas a água benta também

Diogo Pombo

PATRICIA DE MELO MOREIRA

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Passados cinquenta e oito dias, haverá outro jogo a sério para a seleção nacional. Perdão, para os campeões europeus. Após o jogo a feijões que deu uma feijoada com cinco golos marcados (5-0) contra Gibraltar, há quatro dias, Portugal arranca esta terça-feira (19h45, RTP1), em Basileia, o apuramento para o Mundial de 2018. O primeiro adversário é a Suíça, adversário que se ficou pelos oitavos-de-final do último Europeu, o que Fernando Santos vê como “excelente”.

O selecionador nacional, falando na conferência de imprensa de antevisão ao jogo, disse conhecer “bem” a Suíça, uma equipa que classificou como “muito forte” e sem “grandes debilidades”. “Sabemos que está motivadíssima para jogar contra nós. Esta é o primeiro jogo da qualficação. É uma equipa que tem ambição de, tal como nós, estar presente no Campeonato do Mundo”, explicou.

Fernando Santos recordou que Portugal quase se cruzou com a Suíça durante o Europeu, pois os helvéticos apenas saíram da competição empurrados pela Polónia, nos penáltis - embora deixassem o melhor golo da prova, cortesia de Xherdan Shaqiri. Quem o disse foi a própria UEFA.

A seleção, contudo, não se terá que preocupar com o extremo do Stoke City, que não foi convocado, mas o selecionador nacional falou dele na mesma: “Shaqiri é um grande desequilibrador, mas penso que, jogando o Embolo [do Schalke 04], a equipa perde talvez um pouco de criatividade, mas ganha noutras coisas”.

O treinador português afirmou conhecer bem a equipa e os jogadores que vai enfrentar. E que sabe, há muito, que a partir de agora toda a gente jogará contra Portugal com o dobro ou o triplo da motivação. “É normal. Disse logo isso aos meus jogadores mal terminou o Campeonato da Europa. É algo para o qual temos de estar seguramente preparados, porque se até aqui qualquer qualquer equipa queria vencer Portugal. Porque Portugal sempre foi uma grande equipa, não é só agora que foi campeão da Europa. Agora, os adversários ainda sentem uma motivação maior”, argumentou.

O que Fernando Santos não quer é que, do lado português, haja “peito cheio”. Porque nesta seleção nacional, garante, “a presunção não cabe”

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