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O campeão não voltou

A caminhada de Portugal rumo ao Mundial 2018 não podia ter começado pior: a derrota na Suíça colocou a seleção num lote restrito de campeões europeus que não ganharam o primeiro jogo oficial depois do momento de glória - e dois deles não se conseguiram qualificar para o Mundial seguinte

Mariana Cabral

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É CASO PARA BOCEJAR? A seleção portuguesa entrou bem frente à Suíça mas acabou traída por dois golos de rajada. E, depois, os suíços adormeceram o jogo - e os adeptos

JOSÉ SENA GOULÃO / LUSA

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Na edição de sábado do Expresso, a antevisão do Suíça-Portugal começava assim: “O Muro de Berlim ainda não tinha caído quando, em 1974, a Alemanha — Ocidental — fazia história. Não só porque defrontava em casa a outra Alemanha mas porque se tornava, com os golos de Paul Breitner e Gerd Müller na final sobre a Holanda de Cruijff, a primeira seleção a conquistar consecutivamente o Europeu, em 72, e o Mundial, em 74. Desde então, apenas uma outra seleção conseguiu imitar o feito alemão no futebol europeu e mundial: a Espanha do tiki taka, que conquistou o Euro em 2008, precisamente frente à Alemanha, e o Mundial em 2010, contra a Holanda”.

É claro que é tudo menos fácil entrar neste lote restrito de (duplos) campeões, mas a verdade é que Portugal conquistou o Euro 2016 e, em 2018, (ainda) pode aspirar a isso. O problema é que, terça-feira, a seleção iniciou a caminhada para o Mundial na Rússia de um modo que a pôs num lote menos agradável: o de campeões europeus que não ganharam o primeiro jogo pós-Euro, como Espanha, após o Euro 64 (derrota com a Irlanda, 1-0), Dinamarca, após o Euro 92 (0-0 com a Letónia), e Grécia, após o Euro 2004 (derrota com a Albânia, 2-1).

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