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Venham daí as derrotas morais, mister

Vasco Mendonça e Nuno Dias são dois benfiquista ferrenhos, autores da página Um Azar do Kralj, e colaboram regularmente com a Tribuna Expresso

Vasco Mendonça e Nuno Dias, Um Azar do Kralj

Dan Mullan/ Getty Images

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O líder mais consensual da nossa história recente não ganhou eleições, não apresentou uma ideia bilionária no Web Summit, nunca vendeu milhares de livros a tentar tornar-nos melhores seres humanos, e até terá dito aos jornalistas que não percebeu muito bem aquilo que aconteceu. Nem nós. Mas a verdade é que a sua carreira foi hoje coroada com o prémio de melhor seleccionador do mundo, conforme ranking da IFFHS, uma instituição meio opaca dedicada às estatísticas no futebol, da qual nos lembramos sempre que há alguma coisa boa para dizer. São poucas, e desta vez não é caso para menos.

Fernando Santos terá encontrado o princípio da cura para um país cuja sala de troféus se encontra recheada de vitórias morais e gajos que, se estivessem lá, punham a jogar fulano ou até convocado sicrano. Hoje o homem até podia voltar a convocar Makukula que nós diríamos: “Calma, se ele o convocou é porque viu qualquer coisa, deixem o homem trabalhar”.

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