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Um ano depois, o que andam a fazer os campeões da Europa? (Parte II, os defesas)

A Taça das Confederações arranca neste fim de semana e, até lá, a Tribuna Expresso publicará textos sobre os jogadores que se sagraram campeões no Euro2016 - o que é que eles terão andado a fazer durante este ano? Acompanhe, de trás para a frente, sector a sector. Hoje, trazemos os defesas

Francisco Perez

Dan Mullan

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1. Bruno Alves

Francesco Pecoraro

Foi chamado por Fernando Santos para o Europeu aos 35 anos, tendo feito companhia a Pepe no centro da defesa na vitória frente ao País de Gales por 2-0. Ao fim de três anos no Fenerbahçe, transferiu-se para o Cagliari, em Itália, numa altura em que falava de um possível regresso ao FC Porto. A equipa findou o campeonato no meio da tabela (11º), mas Bruno Alves foi um titular absoluto para Massimo Rastelli. Numa transferência algo surpreendente, mudou-se para o Rangers da Escócia, onde assinou um contrato válido para as próximas duas temporadas.

2. Pepe

JAVIER SORIANO

Já tem 34 anos, mas continua dono de um lugar no eixo defensivo de Portugal, tendo sido um dos elementos-chave na conquista do troféu europeu, onde alinhou nos seis jogos que culminaram com a conquista do mesmo. Pelo Real Madrid, viveu uma época fustigada pelas lesões - esteve apenas em 18 jogos - numa altura em termina contrato com os “merengues”, e o “adeus” já foi confirmado pelo próprio ao fim de dez anos. Terminou a temporada em grande, somando a sua 3.ª Liga dos Campeões, a 12.ª do clube espanhol.

3. José Fonte

Richard Heathcote

Assumiu a titularidade da seleção para dar descanso a Ricardo Carvalho no jogo contra a Croácia, agarrando a posição com exibições seguras até à final com os gauleses. Continua a merecer a confiança de Fernando Santos, numa altura em que regista 33 primaveras no cartão de cidadão. Pensou-se que podia ir para o Manchester United no início da época, mas fez a primeira metade no Southampton, formação que capitaneava. No mercado de inverno saiu para o West Ham, sendo um dos titulares do eixo orientado por Slaven Bilic. Os “hammers” acabaram em 11º, três lugares abaixo do Southampton.

4. Raphael Guerreiro

CHRISTOF STACHE

Um dos destaques de Portugal em solo francês, Raphael Guerreiro foi eleito o melhor lateral esquerdo da competição. Contratado pelo Borussia de Dortmund ao Lorient ainda antes do Euro começar, mostrou aos adeptos que a aposta valeu a pena. O jovem de 23 anos foi utilizado sobretudo no meio-campo pelo técnico Thomas Tuchel, mas a mudança não lhe foi estranha: 35 jogos e sete golos apontados. Não conseguiu quebrar a supremacia do Bayern de Munique, mas acabou a temporada em grande, ao vencer a Taça da Alemanha frente ao Eintracht Frankfurt.

5. Ricardo Carvalho

Julian Finney

Perdeu a titularidade no jogo com a Croácia para José Fonte, numa partida em que Fernando Santos abdicou do então central do Mónaco para lhe dar descanso. Mas as exibições do seu companheiro no setor mais recuado convenceram o selecionador a manter a aposta, e Ricardo Carvalho não somou mais minutos em França. Acabou contrato com os monegascos e rumou à China, para atuar no Shanghai SIPG orientado por André Villas-Boas, mas ainda não somou qualquer minuto, provavelmente devido à limitação de jogadores estrangeiros naquele campeonato.

6. Vieirinha

RONNY HARTMANN

É extremo de origem, mas a adaptação bem sucedida no Wolfsburgo fez com Fernando Santos apostasse nele. Depois de alinhar os 90 minutos em todos os jogos da fase de grupos do Europeu, acabou por perder o lugar para Cédric Soares. No emblema alemão, clube que representa desde 2011, a época não correu da melhor maneira. Vinte e cinco jogos, apenas um golo marcado,acabou em 16º e teve de disputar o playoff para se manter na Bundesliga. Frente ao Eintracht Braunschweig, foi decisivo no jogo da segunda mão ao desferir um remate certeiro que ajudou a equipa a manter-se no principal escalão germânico. A época intermitente, conjugada com as ascensões de Nélson Semedo e de João Cancelo, têm-no afastado das opções do selecionador.

7. Eliseu

FRANCISCO LEONG/GETTY

Foi utilizado no empate diante da Hungria na fase de grupos e no embate frente à Polónia nos quartos-de-final devido à ausência de Raphael Guerreiro. No entanto, no período pós-Europeu, tem merecido a confiança de Fernando Santos. No Benfica, a época foi algo intermitente, devido à forte concorrência do espanhol Grimaldo. Ainda assim, aos 33 anos, alinhou em 20 jogos pelos “encarnados”, conquistando a “dobradinha”: campeonato e Taça de Portugal.

8. Cédric Soares

Michael Steele

Conquistou o lugar na seleção a partir dos oitavos-de-final e de lá não mais saiu, fruto das suas exibições consistentes em França. Pelo Southampton, clube em que atua desde o ano passado, é titular indiscutível, e as suas exibições têm merecido vários elogios da imprensa internacional. Com 34 jogos pelos “saints”, há possibilidades de sair do 8º classificado e render um bom encaixe financeiro não só à formação de Claude Puel como também ao Sporting.