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Um ano depois, o que andam a fazer os campeões da Europa? (Parte III, os médios)

A Taça das Confederações arranca neste fim de semana e, até lá, a Tribuna Expresso publicará textos sobre os jogadores que se sagraram campeões no Euro-2016 - o que é que eles terão andado a fazer durante este ano? Acompanhe, de trás para a frente, sector a sector. Hoje é dia de ver o que andaram a fazer os nossos médios

FRANCISCO PEREZ

João Mário e João Moutinho, dois dos médios mais consistentes da seleção portuguesa

PATRICIA DE MELO MOREIRA/GETTY

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1. João Mário

Fez uma excelente temporada pelo Sporting no ano passado, tendo sido chamado por Fernando Santos para integrar a comitiva que partiu para França. Durante o Europeu não se exibiu ao mesmo nível que no clube em que foi formado, mas tal não impediu o Inter de Milão de desembolsar 45 milhões pelo seu passe. Na cidade italiana, João Mário não conseguiu agradar qos críticos e à difícil imprensa transalpina. Mesmo sem ser inscrito na Liga Europa, até ao final de novembro foi titular com Frank de Boer, mas a chegada de Stefano Pioli retirou-lhe influência no meio-campo “nerazzurri”. No final da época, Pioli também foi despedido. De acordo com alguns órgãos de comunicação social italianos, poderá abandonar o clube no final de uma época em que fez 32 jogos e marcou três golos. Esta ideia ganhou mais força depois de Stefano Vecchi (treinador que substituiu Piolo nas últimas jornadas) ter aplicado um castigo interno ao internacional português, por ter saído do banco de suplentes antes do final da partida frente à Lazio.

2. João Moutinho

Esteve em todos os jogos do Europeu com exceção da vitória diante da Croácia, tendo apenas cumprido por uma vez os 90 minutos no empate a zero com a Áustria. Habituado a ser titular nas equipas em que joga, o médio de 30 anos não foi uma aposta regular no “onze” de Leonardo Jardim, mas o técnico do Mónaco raramente hesitava em levá-lo a jogo. Cinquenta e dois jogos, quatro golos, e a melhor época no Principado, fruto da conquista do título de campeão francês.

3. Danilo Pereira

MIGUEL RIOPA

Foi o eleito para ocupar a posição mais recuada do meio-campo no jogo inaugural frente à Islândia, e só voltou a jogar 90 minutos frente ao País de Gales, pois Fernando Santos apostou em William Carvalho para os encontros restantes. Único representante do FC Porto em França, o seu estatuto na Invicta foi inquestionável, sendo um dos melhores jogadores de uma época irregular e sem títulos para a formação orientada por Nuno Espírito Santo. Com 41 jogos e quatro golos apontados, Danilo Pereira é um dos melhores ativos dos “dragões”, sendo que uma saída do clube não seria de estranhar, até pela necessidade dos portistas em realizarem importantes encaixes financeiros.

4. André Gomes

Utilizado nas alas durante o Europeu, André Gomes esteve em cinco dos sete jogos de Portugal, onde as suas exibições lhe valeram algumas críticas. Depois de uma boa temporada no Valência, onde apontou quatro golos em 41 jogos, o médio transferiu-se para o Barcelona, começando em grande com a conquista da Supertaça. Só que a época irregular dos “blaugrana” foi-lhe fortemente associada pela imprensa espanhola, que por diversas ocasiões colocou em causa o seu valor, dados os 35 milhões de euros que saíram da Catalunha. Perdeu o título de campeão para o Real Madrid na última jornada, mas venceu a Taça do Rei, frente ao Alavés, onde contribuiu com uma assistência para o golo de Neymar. A primeira época em Barcelona terminou com um registo de 47 encontros e três golos marcados.

5. Renato Sanches

tiago miranda

A excelente temporada no Benfica valeu-lhe a convocatória para França e uma transferência para o Bayern de Munique por 35 milhões de euros, com apenas 18 anos, meio ano depois de ter ascendido à equipa principal das “águias”. Foi decisivo no jogo com a Polónia, onde marcou o golo do empate. Na Baviera, tudo mudou para o “Golden Boy”. Ainda não se conseguiu impor no conjunto de Carlo Ancelotti, técnico que lhe tem transmitido confiança, contra as críticas de que tem sido alvo por parte da imprensa alemã, que avança mesmo uma possível transferência. Sagrou-se campeão pelo Bayern, depois de o ter feito com o Benfica, mas os números são escassos para o seu valor: Vinte e cinco jogos, apenas nove como titular, zero golos. O treinador italiano garante que Renato vai continuar em Munique e que jogará mais vezes. Resta esperar para ver.

6. Adrien Silva

PATRICIA DE MELO MOREIRA

Afirmou-se na seleção nacional após uma excelente exibição frente à Croácia, onde teve a difícil função de anular o criativo Luka Modric. Daí para a frente manteve-se no meio campo português, mas sem nunca completar os encontros. No Sporting não teve a mesma felicidade. Esteve muito perto de rumar ao Leicester no início da temporada, mas acabou por permanecer nos “leões”, onde as lesões tornaram a sua época intermitente. Não conseguiu empurrar o clube para além do terceiro lugar. Esteve presente em 36 jogos e marcou por seis vezes. É um jogadores mais valiosos do Sporting e pode sair na abertura do mercado de transferências.

7. William Carvalho

JOSE COELHO/LUSA

“Roubou” o lugar a Danilo Pereira no encontro frente à Áustria e manteve-o até à final em Paris, sendo que as suas exibições foram bastante elogiadas na imprensa internacional. Pelo Sporting mantém o estatuto de intocável, mas a época não lhe correu de feição. É, em conjunto com Adrien Silva, um dos capitães do grupo, que por várias vezes deu a cara perante os adeptos para justificar o terceiro lugar no campeonato e a eliminação precoce das taças nacionais e da fase de grupos da Liga dos Campeões. Pode abandonar Lisboa, depois de uma época em marcou dois golos em 43 jogos.